Vereador no banco dos réus

O vereador do Desporto da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Feist, já foi constituído arguido no processo-crime por difamação movido por ex-funcionários do Departamento de Desporto. Feist já foi ouvido pelo Ministério Público (MP), que também já ouviu os queixosos. Um deles, João Valente, garante ao CM que está disposto a levar o vereador a Tribunal mesmo que o MP resolva arquivar o processo.

21 de dezembro de 2006 às 00:00
Vereador no banco dos réus Foto: Gonçalo Oliveira
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“Quero sentá-lo no banco dos réus e obrigá-lo, publicamente, a pedir desculpa”, adianta. Em causa estão declarações de Pedro Feist ao jornal ‘Público’: o vereador justificou o afastamento de 22 funcionários do Departamento de Desporto, alegando que os mesmos teriam problemas de “negligência, alcoolismo, faltas injustificadas, abusos e prepotência”.

Lamentando as palavras do autarca, João Valente conta que as mesmas desencadearam problemas de saúde e familiares em colegas seus. “Já viu o que é chamarem-nos bêbados nos jornais?”

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E lembra que a autarquia, no dia 20 de Abril de 2005, lhe atribuiu a classificação de 9,875 (numa escala de 1 a 10). E em Janeiro deste ano integrou-o numa lista de dispensáveis, quando ele já nem sequer estava na Câmara porque foi requisitado para o Ministério das Obras Públicas.

“Estou no Governo, mas continuo a ser funcionário da Câmara. Tenho uma pós-graduação em Gestão e Administração de Empresas e dizem que não têm gente qualificada”, frisa, sublinhando que a qualquer momento pode regressar à autarquia.

“Não sei é o que irei fazer, pois o meu lugar foi extinto e os outros colegas que estavam na lista tiveram de ser eles a procurar um lugar, a integrarem-se noutros serviços”, refere. João Valente espera que em meados do próximo ano o MP decida se avança ou arquiva o caso. “Mas eu vou até ao fim”, assegura. O CM tentou falar com Pedro Feist, que recusou comentar o caso.

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