Vereador acusa presidente de Valonga de difamação

Vereador da oposição apresenta queixa-crime.

14 de abril de 2015 às 19:28
José Manuel Ribeiro Foto: Luís Vieira
Partilhar

O vereador do PSD/PPM na câmara de Valongo João Paulo Baltazar atribuiu esta terça-feira ao líder desta autarquia e a um deputado municipal, ambos eleitos pelo PS, factos que "constituem um ou vários crimes de difamação na forma agravada".

A situação descrita motivou uma queixa-crime entregue a 9 de abril no Ministério Público através do Departamento Central de Investigação e Ação Penal de Valongo, revelou João Paulo Baltazar em conferência de imprensa.

Pub

Contactado pela Lusa, o atual presidente da câmara de Valongo, José Manuel Ribeiro, disse não ter sido notificado até à data. "Estou de consciência tranquila e 100% concentrado na gestão do município e na resolução dos inúmeros problemas que herdei", referiu.

Já o deputado municipal Celestino Neves, inicialmente integrado no PS mas que no último trimestre do ano passado passou, por sua iniciativa, a deputado independente, disse "não estar surpreendido". "Não tenho nenhum receio. Qualquer cidadão deve assumir os seus atos e eu assumi-los-ei. Tudo isto é público porque eu quero", acrescentou.

Pub

Em causa está um folheto distribuído aquando das autárquicas de 2013, quando Baltazar, agora vereador da oposição, era presidente da câmara de Valongo, tendo perdido a corrida eleitoral para a lista socialista.

O folheto exibido na conferência desta tarde tem por título "Polvo à Vallis Longus" e, colocando Baltazar como "cabeça", faz relações "tentaculares" a oito pessoas, "insinuando", conforme descreveu o vereador do PSD/PPM, que "estas teriam sido beneficiadas".

João Paulo Baltazar descreveu aos jornalistas que o folheto foi distribuído "massivamente" pelas caixas de correio do concelho em papel e também via correio eletrónico.

Pub

"Através do seu blogue pessoal [referindo-se à página 'A Terra como Limite' e a um 'post' de 22 de março], o deputado municipal eleito pelo PS, para além de se gabar do ato, revelou que se tratou de ação produzida por si e por José Manuel Ribeiro", descreveu hoje Baltazar, que antes considerou que a intenção de quem produziu este 'flyer' era atingir a sua honra, associando-o "a factos que bem sabiam não corresponder à verdade".

"Por isso mesmo recorreram ao anonimato", apontou o vereador, acrescentando considerar que os autores procuravam "tirar dividendos eleitoralistas, para além de um ataque gratuito" à sua "reputação pessoal".

João Paulo Baltazar explicou que à época não apresentou queixa "para não suscitar atenções para um ato criminoso", bem como pelo facto de a autoria não estar associada a ninguém.

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar