Viajar para combater no Estado Islâmico é crime
Louvar terrorismo na Internet fica na mira da Justiça.
O Governo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, a Estratégia Nacional de Combate ao Terrorismo, que implica a alteração do Código de Processo Penal e de legislação ligada ao fenómeno do terrorismo.
As viagens para territórios com a presença do Estado Islâmico para dar instrução militar, receber treino militar ou dar apoio logístico a grupos terroristas passam a ser criminalizadas. Quem pagar ou der apoio logístico para a realização de viagens para estes territórios passa igualmente a ser visado, adiantou a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz.
Também a "apologia pública do crime de terrorismo" e o recrutamento de meios humanos para fenómenos terroristas através da Internet fica na mira da Justiça.
Segurança nacional
O Governo aprovou também alterações ao regime de concessão da nacionalidade portuguesa a cidadãos estrangeiros, que ficará impedida para os estrangeiros que ponham em causa a segurança nacional.
Paula Teixeira da Cruz adiantou também que a investigação dos crimes relacionados com a prevenção do terrorismo passa a estar sob a alçada exclusiva da Polícia Judiciária.
"Esta estratégia não é securitária nem nunca o será, porque isso significaria ceder ao que é o objetivo do terrorismo. E não podemos de forma alguma deixar-nos condicionar pelo medo", frisou a ministra da Justiça.
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