Marcelo diz que visita presidencial a Angola deve ser última etapa de um processo em curso

Chefe de Estado falava numa cerimónia sobre os seus primeiros dois anos em funções.

09 de março de 2018 às 16:02
Marcelo Rebelo de Sousa Foto: Lusa
Marcelo Rebelo de Sousa Foto: Lusa
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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu esta sexta-feira que uma visita sua a Angola deve ser "a última etapa de um processo que está em curso", atualmente ao nível ministerial.

O chefe de Estado falava numa cerimónia sobre os seus primeiros dois anos em funções, que hoje se cumprem, na Sala de Jantar do Palácio de Belém, em resposta à comunicação social, que lhe perguntou se espera visitar Angola até final do seu mandato.

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"Há etapas que têm de ser preenchidas. Eu penso que é muito importante a etapa que estamos a viver, que é a do relacionamento entre responsáveis governativos a nível ministerial", começou por responder Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República salientou que se vai realizar no dia 27 deste mês, em Lisboa, uma conferência da iniciativa da Câmara de Comércio Portugal-Angola, com empresários portugueses e angolanos.

"Haverá membros dos governos dos dois países a falar de um dos domínios em que estamos e continuaremos sempre muito próximos", referiu.

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Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "depois, haverá um passo seguinte, normal, que tem a ver com o poder executivo, que é o que respeita ao primeiro-ministro".

"Portanto, eu penso que em termos lógicos a visita presidencial a Angola deve ser a última etapa de um processo que está em curso mas tem de seguir as várias etapas", concluiu.

As relações entre Portugal e Angola ficaram envoltas em polémica na sequência da acusação, pela justiça portuguesa, do antigo vice-Presidente Manuel Vicente, no âmbito da chamada Operação Fizz.

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O ex-vice-Presidente de Angola é acusado de ter corrompido o ex-procurador português Orlando Figueira, no processo Operação Fizz, com o pagamento de 760 mil euros, para o arquivamento de dois inquéritos, um deles o caso Portmill.

O julgamento do caso começou em Lisboa, mas a justiça portuguesa não conseguiu até agora notificar Manuel Vicente e separou o seu processo.

Em janeiro, o primeiro-ministro português, António Costa, caraterizou como "fraternas" e de "excelência" as relações político-económicas luso-angolanas, mas referiu que o processo judicial que envolve o ex-vice-presidente de Angola mantém congeladas as visitas de alto nível, falando no final de um encontro com o Presidente angolano, João Lourenço.

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