Xi Jinping convida Marcelo a visitar a China em abril de 2019

Presidente defende trabalho conjunto pelos direitos humanos com o homólogo chinês.

05 de dezembro de 2018 às 08:56
Presidente chinês recebido por Marcelo na chegada a Lisboa Foto: Reuters
Presidente chinês recebido por Marcelo na chegada a Lisboa Foto: Reuters
Presidente chinês recebido por Marcelo na chegada a Lisboa Foto: Reuters
Presidente chinês recebido por Marcelo na chegada a Lisboa Foto: Reuters
Presidente chinês recebido por Marcelo na chegada a Lisboa Foto: Reuters
Presidente chinês recebido por Marcelo na chegada a Lisboa Foto: Reuters

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"Vinho, azeite e amigo, melhor o antigo." Numa alusão ao relacionamento secular luso-chinês, foi com um provérbio português que o presidente da República Popular da China rematou esta terça-feira, em Belém, a primeira intervenção no nosso país, no âmbito de uma visita oficial que termina hoje. Antes, Xi Jinping fez saber que convidou o homólogo Marcelo Rebelo de Sousa a retribuir a visita de Estado em abril de 2019.

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O Chefe de Estado português foi convidado a participar, em Pequim, na 2ª edição do Fórum ‘Uma Faixa, Uma Rota’. Esta iniciativa, no âmbito do megaprojeto chinês inspirado na antiga rota comercial da seda, deu já origem a um memorando de entendimento entre os dois países, anunciado por Marcelo, acordo que se centrará no investimento em infraestruturas, sobretudo nos portos.

A visita de Marcelo à China coincidirá com a celebração dos 40 anos do reatar das relações diplomáticas entre os dois países e do 20º aniversário da passagem da administração de Macau de Portugal para a China.

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Na sua intervenção, Marcelo lembrou a ligação secular, mas também referiu, sob a atenção sorridente de Xi Jinping, que, apesar de "longe em termos geográficos" tal não impede os dois Estados de trabalharem para a valorização do papel do direito internacional, "nem de defenderem o multilateralismo, os direitos humanos e a resolução pacífica dos conflitos".

Hoje, Xi Jinping é recebido na Assembleia da República por Ferro Rodrigues, seguindo depois para o Palácio de Queluz, onde se encontrará com o primeiro-ministro, António Costa.

Ruas isoladas e revista a moradores

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Todo o quarteirão do hotel Ritz foi isolado e os moradores da zona só podem passar depois de serem revistados, devido à presença do presidente chinês em Lisboa.

E até os portões do aeroporto e das garagens do hotel tiveram de ser ampliados para permitir a passagem dos blindados que servem para transportar Xi Jinping.

Satélites vigiam passos de Xi Jinping

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Satélites vigiam passos de Xi Jinping

Todos os passos do presidente chinês em Portugal estão a ser monitorizados por imagens de três satélites em triangulação. A comitiva chinesa trouxe também tecnologia de primeira intervenção, para deteção de corpos de calor e explosivos, sabe o CM. Nada é descurado na segurança de Xi Jinping.

No hotel Ritz, alugado na totalidade por dois milhões de euros, nenhum português sobe ao piso de Jinping. A comitiva desloca-se em 50 viaturas oficiais, todas blindadas, que repetem o esquema usado por Barack Obama quando cá esteve. Os polícias portugueses só fazem escolta. E há vinte agentes chineses destacados só para proteger Xi Jinping.

Há mais de dois meses que esta a visita oficial estava a ser preparada com a PSP. Cinco oficiais foram a Pequim por duas semanas, mas no regresso nem tudo foi pacífico.

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Fonte policiais dizem que foi preciso a intervenção do ministro da Administração Interna para que a PSP cedesse às exigências chinesas, que pretendiam controlar todo o dispositivo de segurança, o que colocava em causa a soberania nacional.

Só para transportar a comitiva chinesa foram necessários dois aviões Boeing 747.

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