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Correio da Manhã

Política
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10 Junho: Cavaco apela a portugueses da diáspora para atrairem investimento

O Presidente da República apelou este sábado à mobilização da diáspora portuguesa para atrair investimentos, conquistar novos mercados e reforçar a imagem positiva de Portugal, que classificou como "uma terra de oportunidades".
9 de Junho de 2012 às 13:08
Cavaco Silva, Presidente da República
Cavaco Silva, Presidente da República FOTO: TIAGO PETINGA/LUSA

"Apelo aos portugueses da diáspora e aos luso-descendentes para que, onde quer que se encontrem, se afirmem como embaixadores de Portugal", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, numa mensagem dirigida às Comunidades Portuguesas, por ocasião do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Considerando que os portugueses e luso-descendentes podem desempenhar um papel decisivo num tempo em que se colocam a Portugal "grandes exigências", Cavaco Silva defendeu a sua mobilização para apoiar a "pátria".

"Em cada país, prestigiam e enobrecem o nome de Portugal. Justamente por isso, a diáspora deve ser mobilizada para apoiar a nossa pátria, a pátria que também é a sua, atraindo investimentos, conquistando novos mercados, reforçando a imagem positiva de Portugal no exterior, promovendo o país novo que somos e que queremos ser", disse.

Numa curta mensagem, Cavaco Silva fez ainda referência ao "tempo de desafios profundos e grandes decisões" que a Europa atravessa e que marcarão o seu futuro, apresentando Portugal como "uma terra de oportunidades".

O país, notou, mudou muito nas últimas décadas e dispõe hoje de condições propícias à realização de investimentos, nomeadamente políticas favoráveis à iniciativa empresarial, infra-estruturas, talentos e capital humano.

Lembrando a sua recente deslocação a Timor-Leste, Indonésia, Austrália e Singapura e os encontros que manteve com portugueses que aí vivem e trabalham, o Presidente da República reiterou ainda que é fundamental alterar a forma como são vistas as comunidades portuguesas da diáspora.

"A retórica da saudade tem de dar lugar a actos concretos, gestos palpáveis que demonstrem o respeito e a gratidão de Portugal perante os seus filhos dispersos pelo Mundo e que, ao mesmo tempo, envolvam as comunidades da emigração num projecto comum", preconizou, sublinhando que Portugal conta com a diáspora para levar por diante o "projecto comum" que é Portugal.

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