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Correio da Manhã

Política
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165 mil pensões levam novos cortes

Aplicada ontem a CES a reformados do Estado com pensões acima de mil euros.
18 de Abril de 2014 às 14:05
Os cortes nas pensões e salários têm levado a grandes protestos  de funcionários públicos
Os cortes nas pensões e salários têm levado a grandes protestos de funcionários públicos FOTO: João Miguel Rodrigues

Os reformados do Estado com pensões acima dos mil euros sofreram ontem o corte na pensão resultante da aplicação da nova Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES). Depois da aplicação na Segurança Social, foi agora a vez de a Caixa Geral de Aposentações (CGA) pagar as reformas com cortes que vão dos 3,5% aos 10%. O Governo alargou a base desta taxa solidária dos 1350 para os 1000 euros, o que implica que houve este mês 165 mil reformados que tiveram de pagar a CES pela primeira vez.

Os sindicatos estão contra os cortes nas pensões e criticam a opção do Executivo em penalizar os reformados. "O Governo tinha outras opções e alternativas. Por exemplo, poderia não ter recorrido ao outsourcing [recursos externos)] e pagar serviços", afirmou ao Correio da Manhã José Abraão. Para o dirigente da Fesap, "chegam ao sindicato queixas recorrentes". Para o sindicalista, estas medidas conduzem "a um empobrecimento generalizado [do País]".

O Governo prevê manter a Contribuição Extraordinária de Solidariedade até definir os cortes definitivos nas pensões, que estarão indexados a indicadores como a economia e demografia.

A ministra das Finanças garantiu ontem que os pensionistas em 2015 não ficarão mais penalizados do que já estão e remeteu para o final do mês mais detalhes sobre a matéria. Maria Luís Albuquerque voltou a rejeitar um alívio fiscal em 2015.

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