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Correio da Manhã

Política

Banif: Presidente do Governo da Madeira quer mais "supervisão"

Miguel Albuquerque diz que a venda salvaguarda os interesses dos clientes.
21 de Dezembro de 2015 às 18:22
Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional da Madeira
Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional da Madeira FOTO: Lusa
O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, disse esta segunda-feira que a venda do Banif foi "a possível", mas que salvaguarda os interesses dos clientes, e defendeu o reforço dos poderes de supervisão sobre o sistema financeiro.

O governante madeirense, que falava à saída de uma reunião com o primeiro-ministro António Costa, em São Bento, Lisboa, considerou que a venda do Banif ao Santander Totta "foi a solução possível", mas que permite "manter a confiança no sistema financeiro e sobretudo junto dos cidadãos".

"Depois do que se passou com o BPN, depois do que se passou com o BES, o pior que podia acontecer era esses depósitos e as poupanças das pessoas que trabalham e que confiam nestas instituições não estarem salvaguardados", afirmou Miguel Albuquerque.

Além da salvaguarda dos depósitos das empresas, das famílias e dos emigrantes, a venda do Banif permitirá ainda assegurar os postos de trabalho nas regiões autónomas, segundo lhe terá sido comunicado pelo presidente do Santander Totta.

400 trabalhadores nas regiões autónomas
"A nossa própria diáspora tem no Banif, como [se] sabe, uma instituição relevante e importante, e é preciso também lembrar, o número de trabalhadores [do banco] nas duas regiões autónomas - na Madeira são cerca de 200 e nos Açores 200 trabalhadores também - e as próprias agências", frisou.

Segundo Miguel Albuquerque, existiram tentativas para se encontrar uma solução mais cedo, mas isso não foi possível.

"Acho que há aqui um problema de fiscalização do sistema financeiro, porque eu penso que, como aliás o primeiro-ministro também já o disse, no futuro tem que haver uma supervisão mais efetiva do modo de funcionamento e do 'modus operandi' das instituições financeiras", defendeu o governante madeirense, apesar de não querer "inventar bodes expiatórios".
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