Centeno diz que a medida só avança se não penalizar contas.
O braço de ferro entre Governo e sindicatos da Administração Pública vai manter-se até ao final do mês. O ministro das Finanças deixou o aviso de que a reposição das 35 horas semanais no Estado não pode agravar a despesa com pessoal. Do lado dos sindicatos, a greve agendada para dia 29 vai manter-se até que o Executivo dê garantias mais fiáveis.
"35 horas não podem agravar os custos"
No final das reuniões com a Frente Comum, Fesap e STE, Mário Centeno afirmou aos jornalistas que a redução do horário de trabalho das 40 para as 35 horas semanais na Função Pública é uma medida que "está no programa do Governo", mas avisou que o documento "é muito claro" ao sublinhar que a sua entrada em vigor "não deverá implicar um aumento global dos custos com pessoal".
O governante lembrou também que o processo legislativo está nas mãos do Parlamento e garantiu que o Executivo vai "acompanhar o processo", de forma a que o impacto orçamental seja praticamente nulo. Centeno reforçou que "a restrição é para o conjunto das despesas com pessoal", sem contudo explicar como os dois elementos são conjugáveis. "A greve é feita se o Governo quiser que ela seja feita", disse Ana Avoila no final da reunião.
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