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Correio da Manhã

Política
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PSD vota contra maioria "pirómana"

Passos deu indicação para não se apresentarem propostas.
Cristina Rita 23 de Fevereiro de 2016 às 08:32
Pedro Passos Coelho deu instruções ao grupo parlamentar do PSD para não avançar com propostas de alteração ao Orçamento do Estado de 2016
Pedro Passos Coelho deu instruções ao grupo parlamentar do PSD para não avançar com propostas de alteração ao Orçamento do Estado de 2016 FOTO: Tiago Sousa Dias

O PSD vota contra o Orçamento do Estado e não vai apresentar propostas de alteração na especialidade, razão pela qual se absterá.

A decisão foi justificada pelo líder antes do debate: "A maioria que apoia o Governo não só parece apenas guiar-se pelo eleitoralismo como se comporta irresponsavelmente como um pirómano, deitando gasolina para a fogueira."


No hemiciclo, o debate entre o primeiro-ministro e o PSD não foi menos tenso.

António Costa desferiu o primeiro ataque a Passos Coelho, apelidando o seu consulado no PSD de "passismo, uma nova versão de passadismo". Razão que levou os deputados sociais-democratas a bater com os pés no chão e as mãos na mesa, em sinal de protesto. O presidente do Parlamento, Ferro Rodrigues, acabou por ameaçar os sociais-democratas de se arriscarem a ter de "pagar o mobiliário".

Um dos momentos mais quentes aconteceu quando Costa acusou Passos Coelho de pedir a Bruxelas que chumbasse o Orçamento.

"O momento mais triste foi quando o líder do PSD, no Parlamento Europeu, levantou a voz não para defender os portugueses, mas para defender que a Comissão Europeia chumbasse o Orçamento de Portugal." Mais à frente, o chefe do Executivo apontou o nome de Paulo Rangel, alegadamente alvo de um ralhete do presidente da Comissão Europeia, por misturar política interna com a europeia.


Costa disse mesmo que o PSD é "radical" e deu um conselho: "Enquanto todos nos lembrarmos de Paulo Rangel e do seu comportamento bem podem pôr as bandeiras à lapela que nunca mais ninguém vos respeitará." A ausência de propostas do PSD mereceu duras críticas da esquerda.

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