Socialistas recuam de forma acentuada, PSD sobe. Efeito dos laços familiares no Governo, que eleitores condenam.
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As relações familiares no Governo estão a penalizar fortemente o PS, que caiu a pique nas intenções de voto legislativo: mais de 3 pontos em relação a abril de 2018 e perto de 2 pontos em relação a março.
Segundo a última sondagem da Aximage para o Correio da Manhã, o PS não vai além dos 34,6% dos votos. Um resultado superior ao obtido nas Legislativas de 2015 (32,31%), mas que afasta cada vez mais António Costa da maioria absoluta.
Quem tem capitalizado com o ‘familygate’ é o PSD, que obtém o resultado surpreendente de 27,3%, tendo em conta os valores registados nos últimos meses. Desde junho de 2018 que não atingia uma fasquia tão alta.
Reflexo destes resultados, a queda de António Costa no parâmetro da confiança para primeiro-ministro (está em 51%, contra 62,9% em abril do ano passado) e a subida de Rui Rio, para 30,5%.
Não é o seu melhor resultado, mas é uma subida significativa em relação ao passado mês de março (27,7%). Quanto aos restantes partidos com representação parlamentar as variações são menos relevantes. Ainda assim, de notar a queda do BE e do CDS e uma ligeira subida da CDU.
O ‘chumbo’ dos eleitores aos laços de família governamentais - e as suas consequências nas intenções de voto - fica bem expresso no resultado à pergunta se a situação é grave. Para 32,1% dos inquiridos a situação é de ‘muito grande’ gravidade e para 30,7% de ‘grande’ gravidade (62,8% no total).
As opiniões negativas situam-se sobretudo à direita. Ainda assim, 28,6% do eleitorado do Partido Socialista conclui pela gravidade (muito grande e grande) da situação das relações familiares do Governo.
Marcelo também está em perda
A avaliação dos eleitores portugueses à atuação de do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa também já conheceu melhores dias. Em abril do ano passado atingiu os 18,3 (nota de 0 a 20). Um ano depois, a nota fica-se pelos 15 valores.
FICHA TÉCNICA
FICHA TÉCNICAUniverso indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidores de telemóvel.
Amostra aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, atividade e voto legislativo) e representativa do universo foi extraída de um subuniverso obtido de forma idêntica. A amostra teve 602 entrevistas efetivas: 293 a homens e 309 a mulheres; 58 no Interior Norte Centro, 79 no Litoral Norte, 103 na Área Metropolitana do Porto, 112 no Litoral Centro, 167 na Área Metropolitana de Lisboa e 79 no Sul e ilhas; 98 em aldeias, 164 em vilas e 340 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral. Técnica
Erro probabilístico Para o total de uma amostra aleatória simples com 602 entrevistas, o desvio-padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma margem de erro - a 95% - de 4,00%).
Responsabilidade do estudo Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz
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