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Relações familiares no Governo provocam queda do PS

Socialistas recuam de forma acentuada, PSD sobe. Efeito dos laços familiares no Governo, que eleitores condenam.

12 de abril de 2019 às 08:00

As relações familiares no Governo estão a penalizar fortemente o PS, que caiu a pique nas intenções de voto legislativo: mais de 3 pontos em relação a abril de 2018 e perto de 2 pontos em relação a março.

Segundo a última sondagem da Aximage para o Correio da Manhã, o PS não vai além dos 34,6% dos votos. Um resultado superior ao obtido nas Legislativas de 2015 (32,31%), mas que afasta cada vez mais António Costa da maioria absoluta.

Quem tem capitalizado com o ‘familygate’ é o PSD, que obtém o resultado surpreendente de 27,3%, tendo em conta os valores registados nos últimos meses. Desde junho de 2018 que não atingia uma fasquia tão alta.

Reflexo destes resultados, a queda de António Costa no parâmetro da confiança para primeiro-ministro (está em 51%, contra 62,9% em abril do ano passado) e a subida de Rui Rio, para 30,5%.

Não é o seu melhor resultado, mas é uma subida significativa em relação ao passado mês de março (27,7%). Quanto aos restantes partidos com representação parlamentar as variações são menos relevantes. Ainda assim, de notar a queda do BE e do CDS e uma ligeira subida da CDU.

O ‘chumbo’ dos eleitores aos laços de família governamentais - e as suas consequências nas intenções de voto - fica bem expresso no resultado à pergunta se a situação é grave. Para 32,1% dos inquiridos a situação é de ‘muito grande’ gravidade e para 30,7% de ‘grande’ gravidade (62,8% no total).

As opiniões negativas situam-se sobretudo à direita. Ainda assim, 28,6% do eleitorado do Partido Socialista conclui pela gravidade (muito grande e grande) da situação das relações familiares do Governo.

Marcelo também está em perda

A avaliação dos eleitores portugueses à atuação de do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa também já conheceu melhores dias. Em abril do ano passado atingiu os 18,3 (nota de 0 a 20). Um ano depois, a nota fica-se pelos 15 valores.

FICHA TÉCNICA

FICHA TÉCNICA

Universo indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidores de telemóvel.

Amostra aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, atividade e voto legislativo) e representativa do universo foi extraída de um subuniverso obtido de forma idêntica. A amostra teve 602 entrevistas efetivas: 293 a homens e 309 a mulheres; 58 no Interior Norte Centro, 79 no Litoral Norte, 103 na Área Metropolitana do Porto, 112 no Litoral Centro, 167 na Área Metropolitana de Lisboa e 79 no Sul e ilhas; 98 em aldeias, 164 em vilas e 340 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido entre os dias 30 de março e 1 de abril de 2019, com uma taxa de resposta de 74,7%.

Erro probabilístico Para o total de uma amostra aleatória simples com 602 entrevistas, o desvio-padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma margem de erro - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz

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