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Correio da Manhã

Política
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Governo disponível para avaliar comparticipação das vacinas HPV, meningite B e rotavirus 

"O que está em causa é como se vai concretizar. A norma é para ser cumprida", afirmou a ministra da Saúde.
Lusa 19 de Junho de 2019 às 11:57
Marta Temido, ministra da Saúde
Marta Temido, ministra da Saúde
Marta Temido, ministra da Saúde
Marta Temido, ministra da Saúde
Marta Temido, ministra da Saúde
Marta Temido, ministra da Saúde
Marta Temido, ministra da Saúde
Marta Temido, ministra da Saúde
Marta Temido, ministra da Saúde
O secretário de Estado Adjunto e da Saúde disse esta quarta-feira que o Governo está disponível para avaliar a comparticipação das vacinas da meningite B, rotavírus e HPV, mas sublinhou que o que a Assembleia da República decidiu foi a inclusão de todas no Programa Nacional de Vacinação.

"O Governo está obviamente disponível para avaliar a comparticipação, mas tenho dificuldades em encarar uma solução que não foi aquela que a AR [Assembleia da República] decidiu", disse Francisco Ramos, referindo-se à inclusão das três vacinas no PNV.

O governante falava na Comissão Parlamentar de Saúde, onde esta quarta-feira a ministra da Saúde está a ser ouvida.

"A comparticipação é uma tentativa para resolver e o Governo está disponível para estudar e encarar, mas precisa da ajuda da AR, para ter uma alternativa com o mínimo de credibilidade e seriedade", afirmou.

A este respeito, questionada pelos deputados, a ministra da Saúde, Marta Temido, garantiu que a norma do Orçamento do Estado que define a inclusão destas três vacinas do PNV "é para ser cumprida no horizonte temporal definido".

"O que está em causa é como se vai concretizar. A norma é para ser cumprida", afirmou a governante.

A ministra sublinhou ainda que o "elevado sucesso" do PNV se deve sobretudo "às sólidas bases técnicas" em que está sustentado e disse que o que a Direção Geral da Saúde recomendou foi que fossem elaborados estudos de efetividade para perceber por qual dos quatro cenários apontados pela comissão técnica se deve optar.

A comissão técnica de vacinação, que presta apoio técnico à DGS, apresentou quatro cenários no que se refere à vacina do vírus do papiloma humano (HPV): a aposta na proteção indireta e na imunidade de grupo pela vacinação das raparigas; o alargamento aos rapazes com a vacina bivalente --- que contém os dois genótipos associados a cancro nos rapazes; alargamento com a vacina quadrivalente e uma vacinação semelhante à das raparigas com nove genótipos.

"A nossa preocupação de proteger financeiramente os nossos cidadãos deverá ser sempre equilibrada com aquilo que é evidência técnica", afirmou Marta Temido.
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