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Portas defende que "a melhor coisa que Portugal pode fazer é preservar a sua estabilidade"

Antigo líder do CDS-PP foi o orador convidado do jantar das jornadas parlamentares do PSD.

11 de março de 2026 às 00:08

O antigo vice-primeiro-ministro Paulo Portas defendeu esta terça-feira que "a melhor coisa que Portugal pode fazer é preservar a sua estabilidade" num mundo "volátil e perigoso" e avisou que única forma de melhorar salários médios é aumentando a produtividade.

O antigo líder do CDS-PP foi o orador convidado do jantar das jornadas parlamentares do PSD, que decorrem em Caminha (Viana do Castelo), e que contaram com a presença não previamente anunciada do presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, e seis ministros do atual Governo.

À entrada, Montenegro não prestou declarações à comunicação social, dizendo que veio "ouvir o dr. Paulo Portas", remetendo para a sua intervenção de encerramento das jornadas, na quarta-feira, pela hora de almoço.

Numa intervenção de quase 50 minutos sobre a situação europeia e mundial, Paulo Portas, que foi vice-primeiro-ministro no Governo PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos Coelho, deixou, no final, apenas uma breve referência sobre a situação nacional.

"Perante um mundo assim, o que há de pensar um português? O mundo está muito volátil, frequentemente perigoso, às vezes irracional e é motivo de muita preocupação", afirmou.

E deixou um conselho: "A melhor coisa que Portugal pode fazer em nome dos seus interesses e dos portugueses é preservar a sua estabilidade, quando à nossa volta há tanta instabilidade", disse.

Já sobre a posição da Europa em relação ao resto do mundo, defendeu que este continente deve concentrar-se "no que só depende de si", apontando como maiores desafios a demografia, a produtividade e a inovação.

Sobre a produtividade, alertou que a Europa já é menos produtiva do que os Estados Unidos e Portugal e Espanha ainda menos do que a média da União Europeia.

"Aquilo que me impressiona na sociedade portuguesa - com melhorias significativas nos últimos três anos - não é tanto que o salário mínimo seja baixo porque ele progrediu e progride todos os anos, é que o salário médio líquido seja demasiado próximo do salário mínimo", afirmou, lembrando que o salário médio líquido paga impostos e o mínimo não.

Numa altura em que o pacote laboral do Governo está no centro da agenda política, o antigo líder do CDS-PP defendeu que "a única maneira de melhorar o rendimento médio líquido dos portugueses é aumentando a produtividade".

"É uma oferta pelos trabalhadores e pelas empresas melhorar a produtividade, porque é a única maneira de nós melhorarmos o nosso salário médio líquido, onde eu concentraria as atenções que pudesse ter", aconselhou.

No jantar, estiveram também os ministros Paulo Rangel, Miguel Pinto Luz, Manuel Castro Almeida, Graça Carvalho, Carlos Abreu Amorim e Gonçalo Matias, além do secretário de Estado e dirigente do CDS-PP Telmo Correia, bem como os dois atuais deputados democratas-cristãos, Paulo Núncio e João Almeida.

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