27% admitem mudar voto para a extrema-direita em sondagem

Voto num novo partido populista com maior abertura à direita.
Por João Maltez e Wilson Ledo|17.12.18
Se em Portugal surgisse "um novo partido a falar alto contra imigrantes ilegais e contra a corrupção", o eleitorado das restantes formações políticas mudaria o sentido de voto? À pergunta formulada pela Aximage, no âmbito do barómetro de dezembro para o CM , cerca de 27% dos inquiridos responderam que sim, "de certeza", ou "talvez". A grande maioria dos inquiridos (63,1%), contudo, rejeitou liminarmente dar o voto a um partido apostado em ideias de cariz populista.

O investigador Jorge de Sá, um dos autores do estudo, evidencia que "esta hipotética mudança atinge particularmente os eleitores rurais e os menos escolarizados", mas é transversal, em maior ou menor grau, a todos os partidos.

É verdade que há uma maior percentagem dos que admitem mudar entre os partidos de centro-direita (PSD e CDS), mas mesmo aí a maioria (60%) recusou votar num partido com ideias partilhadas pela extrema-direita. Entre os socialistas, o número sobe para 72,4% e nos bloquistas 76% disseram não às ideias populistas. Já para os inquiridos que admitiram optar pelo PCP, 77,6% rejeitaram uma mudança de intenção de voto para um partido anti-imigração.
Face ao universo dos inquiridos, importa dizer que 63,1% recusaram liminarmente votar num partido populista.

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