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Correio da Manhã

Política
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800 saídas dos Correios não são despedimentos

Francisco Lacerda recorre às “saídas naturais”, contratos a prazo e reformas antecipadas.
Raquel Oliveira 1 de Fevereiro de 2018 às 01:30
Francisco Lacerda, presidente executivo dos CTT
CTT
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Estação dos Correios dos CTT
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Francisco Lacerda, presidente executivo dos CTT
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Estação dos Correios dos CTT
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Francisco Lacerda, presidente executivo dos CTT
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Estação dos Correios dos CTT
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Opresidente dos CTT, Francisco Lacerda, garantiu ontem aos deputados que a empresa não está "a fazer despedimentos". Porém, tendo em conta que o próprio gestor admite que, por razões naturais, saem da empresa 150 pessoas por ano, até 2020 terão de sair mais 350 funcionários para cumprir o corte anunciado de 800 postos.

O gestor foi ouvido ontem na Comissão de Economia, no âmbito de um requerimento do PS sobre o plano de reestruturação da empresa, que passa pelo encerramento de postos e pela dispensa de trabalhadores.

Francisco Lacerda admitiu aos deputados alguma "descoordenação" no início do ano, quando foi anunciado o encerramento de 22 lojas no País.
Quanto ao plano de dispensa de 800 dos 12 843 trabalhadores, o gestor espera que às "saídas naturais" se juntem contratos a prazo que não serão renovados e reformas antecipadas.

"Sinto a responsabilidade de cumprir o serviço universal e sinto a responsabilidade para que a empresa tenha condições para ser sustentável, para assegurar postos de trabalho como deve ser e remunerar adequadamente", concluiu Lacerda.

As saídas surgem numa altura em que o regulador, a Anacom, exige melhorias no serviço.

"Boa" qualidade
Francisco Lacerda garantiu ontem que a ambição da empresa "é ter boa qualidade... mas não a melhor qualidade do Mundo", esclareceu.

"Dinheiro aos acionistas"
Bruno Dias, do PCP, recordou que no ano em que tomou posse Lacerda fechou 125 postos. "Há um mandato claro: dar dinheiro aos acionistas", acusou.

Dividendos acima do lucro
"O senhor está a pôr a empresa no osso", disse o deputado bloquista Heitor de Sousa, a propósito do pagamento de dividendos acima dos lucros.
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