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Correio da Manhã

Política
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A Europa ficaria pior sem o Tratado

A assembleia da República “tem toda a legitimidade” para ratificar o Tratado de Lisboa, defendeu ontem em Coimbra o Presidente da República, Cavaco Silva, afirmando que tudo o que se possa fazer para que entre em vigor corresponde aos “interesses fundamentais” do País.
22 de Janeiro de 2008 às 00:00
“Para mim o importante é o interesse nacional” e Portugal está “mais bem servido” com o Tratado de Lisboa do que sem ele, disse o Chefe de Estado numa pausa do primeiro dia da II Jornada do Roteiro para o Património.
Cavaco Silva sustentou que “o interesse nacional aconselha a que o Tratado seja aprovado por 27 Estados-membros” e “se não tivéssemos este Tratado a Europa ficaria pior”.
A nova localização do futuro aeroporto de Lisboa também foi comentada por Cavaco Silva, que expressou a sua satisfação por ter sido alcançado “um consenso técnico e político alargado” sobre a questão.
“Estou muito satisfeito pelo facto de hoje verificar que os especialistas nesta matéria revelam um acordo muito grande e que a generalidade das forças políticas não contestou a decisão do Governo”, sublinhou o Presidente da República, afirmando que “quando existe dúvidas – e existia dúvidas – é muito positivo que se façam todos os possíveis para esclarecer essas dúvidas”.
Na sua deslocação por Coimbra, Cavaco Silva homenageou o fundador da nacionalidade, no Mosteiro de Santa Cruz, e ao sair foi confrontado com um grupo de mulheres que se queixava das reformas baixas e do desemprego.
"MAIS PODERES" PARA CAVACO
O líder do PSD elogiou ontem o trabalho do Presidente da República por ter encontrado uma nova forma de assumir o mandato em sistema semipresidencial. Luís Filipe Menezes defende que, de futuro, com a revisão constitucional de 2009, deverão ser perspectivados, “sem alterar a lógica semipresidencial, alguns reforços dos poderes presidenciais consentâneos com a postura” de Cavaco Silva. “Faz todo o sentido que as entidades reguladoras possam depender do Presidente e sair da lógica governamentalizada”, exemplificou.
DISTRITO DE AVEIRO
APELO À SERENIDADE
Um apelo ao regresso da serenidade no sector da Saúde foi ontem feito por Cavaco Silva à saída da Universidade de Coimbra. “É preciso voltar a um clima de serenidade, em que a crispação possa ser substituída pelo diálogo, disse o Chefe de Estado, sublinhando que “o País não ganha nada com este clima, em que as tensões são excessivas”.
MOSTEIRO DE AROUCA
Cavaco Silva desloca-se hoje ao Mosteiro de Arouca e ao Castelo de Santa Maria da Feira no âmbito da II Jornada do Roteiro do Património. A visita arranca às 10h00 nos Claustros e Igreja do Mosteiro de Arouca, passando ainda no Museu de Arte Sacra da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda. Às 11h30 visita a Capela do Castelo de Santa Maria da Feira.
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