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Correio da Manhã

Política
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A prova dos nove das sondagens

Permita-nos o leitor que, em nome da AXIMAGE, possamos agradecer aos milhares de eleitores portugueses que ao darem-nos a sua opinião sincera, nos “forneceram” a matéria-prima que sustentou os resultados das sondagens que aqui apresentamos.
11 de Outubro de 2005 às 00:00
Sondagens aproximaram-se dos resultados
Sondagens aproximaram-se dos resultados FOTO: Paulo Cunha/Lusa
Mais umas eleições, mais umas quantas polémicas à volta das sondagens. Umas de cariz nitidamente político, em que os candidatos, quando os resultados não interessam, atacam a credibilidade das sondagens e em que é sempre “sugerida” a posse de outras que lhes são favoráveis. Um dia, quando se somarem todas as intervenções deste género, talvez se perceba que não se deve matar o mensageiro, mas sim aproveitar da melhor maneira o conteúdo das mensagens que ele traz.
Outras de carácter mais técnico, muitas vezes manipuladas por comentadores, televisivos na sua maioria, que terão certamente muitas capacidades e conhecimentos noutras áreas que não as das metodologias (e das suas aplicações) que permitem fazer sondagens. É quando, por exemplo, ouvimos discursos sobre a influência nas sondagens eleitorais da posse de telefone fixo e a mudança para o móvel, em que constatamos que, tal como no futebol, os treinadores de bancada pululam no nosso país. Com níveis de qualidade relativamente idênticos.88
INQUÉRITO TELEFÓNICO
Pela nossa parte, continuamos a defender, por enquanto e apesar das dificuldades técnicas acrescidas, que a realização de sondagens eleitorais por via telefónica pode apresentar melhor desempenho. Sem entrar noutras considerações técnicas, deve ter-se em conta a diferença entre o voto real e o voto potencial. O primeiro é, hoje, melhor aproximado pela via telefónica, enquanto que na urna são depositados muitos votos por quem não comparece à chamada das eleições.
P.S.: Não podemos deixar de registar o desagrado que sentimos quando as nossas sondagens de Lisboa e de Tavira foram classificadas de falta de credibilidade por parte dos candidatos do PS a essas autarquias. Num caso previmos 25,7% e o real foi 26,6%, no outro anunciámos 35,7% e os eleitores deram-lhe nas urnas 35,4%.
RESULTADOS PRÓXIMOS DAS PROJECÇÕES
Apesar da grande distância temporal entre a realização de alguns destes estudos e as eleições, muitas vezes com acontecimentos políticos locais relevantes nesse intervalo, podemos constatar uma elevada aproximação aos resultados verificados (vencedores, distância entre candidatos, posicionamento da terceira força política a seguir aos dois principais partidos).
As excepções, incluindo alguns resultados que não se verificaram como previsto têm explicações plausíveis, quando se analisa o fenómeno local mais de perto. Desde alterações sensíveis nos níveis de abstenção, até ao surgimento de fenómenos novos e que já tiveram alguma expressão no caso das candidaturas independentes, passando por claras bipolarizações a nível municipal.
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