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Correio da Manhã

Política
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Aguiar-Branco falou com Portas

O ministro da Defesa, Aguiar-Branco, disse ontem que já falou sobre o ‘caso dos submarinos’ com o actual ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas. Mas também contactou dois dos seus antecessores na pasta da Defesa, no Governo de José Sócrates: Santos Silva e Nuno Severiano Teixeira. Em causa estão os documentos desaparecidos no processo dos submarinos.
26 de Agosto de 2012 às 01:00
Submarinos são tema de conversa entre Aguiar-Branco, Severiano Teixeira, Santos Silva e Paulo Portas
Submarinos são tema de conversa entre Aguiar-Branco, Severiano Teixeira, Santos Silva e Paulo Portas FOTO: Sérgio Lemos

Em declarações à margem da inauguração da 39ª edição da Capital do Móvel, em Paços de Ferreira, José Pedro Aguiar-Branco especificou ter falado sobre o assunto com "o ministro Santos Silva, o ministro Nuno Severiano Teixeira e o ministro Paulo Portas", todos ex-responsáveis pela pasta da Defesa, os dois primeiros nos governos de Sócrates – e o último com Durão Barroso e Santana Lopes.

O ministro da Defesa insistiu estar "disponível" para esclarecer o Ministério Público sobre a compra de dois submarinos pelo Estado português ao consórcio alemão Ferrostaal, mas garante desconhecer "o que pretende" a Procuradoria-Geral da República: "Ainda antes de a Procuradoria ter dito que vinha pedir esclarecimentos, já tinha dito que estava disponível para os dar e para colaborar em tudo o que fosse necessário", afirmou.

Por isso, Aguiar-Branco acrescenta estar a "aguardar que a Procuradoria, em relação ao Ministério da Defesa, diga o que é que pretende" sobre o caso.

O MISTÉRIO DOS DOCUMENTOS

O Ministério Público informou, em nota publicada esta quarta-feira, que "serão realizadas novas diligências" sobre os documentos desaparecidos no processo dos submarinos, "designadamente solicitando a colaboração do anterior e actual ministro da Defesa".

Na mesma nota refere-se que "continua a faltar o dossiê histórico, contendo documentação relativa aos concursos que antecederam a celebração dos contratos, contrapartidas e financiamentos". O MP confirma ainda que, além das buscas realizadas a vários departamentos da Defesa, entre 2008 e 2009, "levou ainda a cabo outras diligências, nomeadamente de busca e apreensão, em diversos locais, procurando localizar toda a documentação".

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