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Correio da Manhã

Política
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Aguiar-Branco vai "analisar" relatório da IGF

O ministro da Defesa, Aguiar-Branco, disse esta sexta-feira que vai "analisar" o relatório da Inspecção-Geral de Finanças que aponta para um excesso de oficiais-generais nas Forças Armadas e recomenda que militares colocados fora dos ramos sejam pagos por quem os recebe.
23 de Setembro de 2011 às 11:43
Ministro da Defesa anunciou cortes de 30% nas verbas das missões internacionais
Ministro da Defesa anunciou cortes de 30% nas verbas das missões internacionais FOTO: Jorge Paula/CM

"Eu não tenho bem nota dessas conclusões, iremos analisar e ver exactamente  aquilo que diz respeito a essa matéria e actuaremos de acordo com o que for,  em termos legais, de fazer. Não tenho ainda uma análise sobre essa matéria", declarou à agência Lusa José Pedro Aguiar-Branco.  

O responsável pela pasta da Defesa Nacional - que falava à margem da  reunião informal de ministros da União Europeia do sector sobre  as verbas atribuídas a tropas no exterior, que em 2010 e 2011 foram de 75  milhões de euros - comentava a notícia avançada hoje pelo Correio da Manhã, que dão conta de um relatório da IGF  que conclui que há 54 oficiais de alta patente em excesso e um desvio de  três milhões de euros em salários.  

A lei prevê um total de 78 generais, mas com os oficiais colocados fora  dos ramos, 54, contabilizam-se 132. 

O documento da IGF propõe que as entidades que acolhem os generais passem a ser responsáveis pelo pagamento dos vencimentos.

CORTE DE 30% NAS VERBAS DAS MISSÕES INTERNACIONAIS 

O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco,  anunciou também  que o próximo Orçamento do Estado vai ter um corte de 30 por  cento nas verbas para missões internacionais, o que representa pouco mais  de 50 milhões de euros.  

"Efectivamente vamos ter aqui uma redução de cerca de 30 por cento, portanto,  iremos ter um orçamento que será ligeiramente superior a 50 milhões de euros  e que representa um esforço grande por parte do Estado português de continuar  nas operações, quer manutenção de paz, como é o caso do Afeganistão, quer  de carácter humanitário, como as operações na Somália e de combate à pirataria",  afirmou.  

Aguiar-Branco referiu que em 2012 Portugal vai sair de algumas das missões  internacionais onde actualmente marca presença e que "outras serão feitas  de forma diferente", ou seja, com menos tropas ou com meios que impliquem  menos gastos.  

Questionado sobre que operações Portugal vai abandonar, Aguiar-Branco  escusou-se a adiantar pormenores e preferiu referir duas onde vão continuar  a existir militares portugueses: na missão da NATO no Afeganistão e na missão da União Europeia de combate à pirataria na Somália.  

"Algumas que tinham um período de tempo mais alargado vão ser reduzidas  na sua duração, de qualquer maneira, o que achava importante destacar é  que continuamos empenhados em matéria de manutenção de paz e humanitária",  sublinhou.   

 

 

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