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Correio da Manhã

Política
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ALBERTO JOÃO DENUNCIA O COLONIALISMO DE LISBOA

A moção de Alberto João Jardim ao X Congresso Regional do PSD-Madeira, que se realiza no próximo fim-de-semana, acusa o “colonialismo” de Lisboa de ser o principal obstáculo a um maior desenvolvimento do arquipélago.
5 de Maio de 2004 às 00:00
“O actual regime político-constitucional e, em particular, algumas normas e atitudes de teor colonialista, são, hoje, os principais obstáculos a um maior progresso do povo madeirense”, considera João Jardim na moção de 26 páginas, intitulada “Desenvolver e Crescer”, divulgada na imprensa local.
Alberto João Jardim sublinha que o PSD-M (a que chama “vanguarda revolucionária”) concretizou “com indesmentível sucesso” os seus três pilares fundadores – democracia, autonomia e socialização –, permitindo “a Revolução Tranquila da Madeira Nova em todos os sectores da vida madeirense”.
“Mais longe poderíamos ter ido, todos, se não fossem os obstáculos institucionais com que posicionamentos colonialistas, a partir de Lisboa, sabotam o querer do Povo Madeirense, nomeadamente com restrições constitucionais, atitudes corporativas, campanhas dolosas, provincianismos incultos e burocracias incompetentes”, lê-se na moção.
A manter-se esta “imposição”, a moção de Jardim defende que, a partir da próxima legislatura do Parlamento Regional, “o Congresso mandate os órgãos de governo próprio do arquipélago para a sua denúncia nas instituições internacionais reconhecidas pelo Direito português, sempre dentro do quadro da unidade nacional”.
Insistindo que o “sistema político-constitucional da III República” e as “disposições constitucionais colonialmente limitativas” – que apelida de “escolhos graves” – são os dois principais entraves ao desenvolvimento da autonomia, a moção de Jardim defende a prossecução da acção do PSD-M num “espírito inconformado de luta”, despido de qualquer preconceito ou subordinação ao “politicamente correcto”.
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