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Correio da Manhã

Política

Albuquerque imposta por troika e alemães

Maria Luís Albuquerque estreia-se hoje na reunião do Eurogrupo como ministra das Finanças
8 de Julho de 2013 às 01:00
Vítor Caspar à conversa com Wolfgang Schäuble
Vítor Caspar à conversa com Wolfgang Schäuble FOTO: DR

A escolha de Maria Luís Albuquerque para a pasta das Finanças foi uma imposição da troika (BCE, CE e FMI) e do Governo alemão, particularmente do ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, apurou o CM. Esta terá sido uma das razões para o primeiro-ministro ter decidido manter a ministra nas Finanças, apesar do pedido de demissão de Paulo Portas do Governo.

Segundo apurou ainda o CM, o ex-ministro das Finanças, Vítor Gaspar, empenhou-se, pelo menos nos últimos meses antes da sua saída do Governo, em apresentar Maria Luís Albuquerque aos seus homólogos europeus, nomeadamente nas reuniões do Eurogrupo e do Ecofin.

Vítor Gaspar, que já estava a preparar a sua saída do Governo, tratou de convencer a troika e a Alemanha de que a escolha de Maria Luís Albuquerque era a melhor solução para Portugal continuar a aplicar o programa de assistência económica e financeira. E parece ter dado resultado, como se pôde constatar pelas declarações elogiosas dos vários responsáveis europeus aquando da sua nomeação, entre os quais – além do próprio Schäuble – do comissário europeu, Olli Rehn, Mario Draghi, presidente do BCE, e Jeroen Dijsselbloem, líder do Eurogrupo.

Maria Luís Albuquerque estreia-se hoje como ministra, na reunião do Eurogrupo em Bruxelas, onde a crise política em Portugal deverá ser focada, até porque a troika deverá regressar para a oitava avaliação.

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