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Correio da Manhã

Política
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“Alegre é ignorante”

Ajudar a "credibilizar Portugal" no panorama internacional foi o factor que levou Cavaco Silva a recandidatar-se a Presidente da República. No dia em que visitou os distritos de Portalegre e Castelo Branco, confessou que a recandidatura não foi uma decisão fácil, devido a questões pessoais, mas não podia furtar-se às suas responsabilidades, numa altura em que o País atravessa situações difíceis nos planos político, social e económico.
12 de Janeiro de 2011 às 00:30
Cavaco Silva ouve, sorridente, uma tuna de idosos do Fundão, no final de mais um dia de campanha eleitoral
Cavaco Silva ouve, sorridente, uma tuna de idosos do Fundão, no final de mais um dia de campanha eleitoral FOTO: Tiago Petinga/Lusa

"Não pensem que foi uma decisão fácil. Havia razões pessoais e familiares a ter em conta. Mas entendi que não podia furtar-me às minhas responsabilidades perante os portugueses", referiu no discurso em Portalegre. Antes, na visita a Elvas e Arronches, o candidato a Belém apelou à vitória na primeira volta, deixou mensagens de esperança e coragem para enfrentar o futuro e umas farpas ao principal adversário, Manuel Alegre, que acusou de "ignorância da política externa", quando sugeriu o diálogo com chefes de Estado da União Europeia sobre a situação financeira do País.

A divulgação dos dados de execução orçamental foi também comentada pelo candidato. "É um indicador e esperemos que os credores de Portugal o analisem e tenham em consideração", disse. E concluiu que "não se deve criar dificuldades aos esforços que o Governo está a fazer".

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