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Correio da Manhã

Política
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Alegre: “Gostei mais de ver Mário Soares aqui”

Manuel Alegre afirmou neste sábado que gostou de mais de ver Mário Soares no congresso do PS do que na Universidade de verão do PSD e defendeu que os socialistas têm de "retomar o gosto" pela liberdade interna.
10 de Setembro de 2011 às 13:54
Interrogado se defende a introdução na Constituição da República de limites definidos para o défice e dívida pública, o ex-candidato presidencial referiu que na sua opinião tal "não é necessário"
Interrogado se defende a introdução na Constituição da República de limites definidos para o défice e dívida pública, o ex-candidato presidencial referiu que na sua opinião tal 'não é necessário' FOTO: Diogo Pinto

"Gostei mais de o ver aqui [no congresso do PS] do que na Universidade de Verão do PSD", declarou o ex-candidato presidencial à chegada ao congresso dos socialistas, depois de questionado pelos jornalistas se apreciou a intervenção feita na sexta-feira pelo ex-chefe de Estado Mário Soares.  

Depois desta referência, Manuel Alegre acabou no entanto por se mostrar em completa sintonia com as declarações feitas na véspera por Mário Soares no congresso de Braga sobre a forma de Portugal cumprir o memorando da ´troika´. 

"O memorando da ´troika´ não é a Bíblia, não é um texto sagrado e há muitas maneiras de o interpretar e aplicar. O PS não tem que ir a reboque com uma posição seguidista face ao fundamentalismo com que PSD e CDS estão a interpretá-lo. É preciso que o PS seja ele próprio, o PS sempre foi a casa da esquerda democrática", disse.  

Interrogado se defende a introdução na Constituição da República de limites definidos para o défice e dívida pública, o ex-candidato presidencial referiu que na sua opinião tal "não é necessário".  

SEGURO “TEM DE MUDAR TUDO”

Sobre a vida interna dos socialistas, Manuel Alegre elogiou o discurso proferido por António José Seguro na sessão de abertura do congresso, sustentando que o PS "escolheu um bom líder".  

"Reconheço-me inteiramente no que disse [António José Seguro]", declarou, antes de dizer que o novo secretário-geral "enfrentará não só um ciclo diferente na vida do partido, mas também um ciclo diferente no País e na História". 

De acordo com Manuel Alegre, nos próximos anos, António José Seguro "tem de mudar de política, tem de mudar o País e tem de mudar tudo".  

Nas declarações que fez aos jornalistas, antes de entrar na sala do congresso - momento que foi aplaudido pelos delegados e em que recebeu um abraço de António José Seguro -, o ex-candidato presidencial deixou também elogios a Francisco Assis, candidato derrotado ao cargo de secretário-geral do PS.  

"Francisco Assis é um grande quadro do PS. Ouvi agora na rádio o seu discurso, em que disse que não era chefe de facção. O PS é um partido democrático, plural, é preciso voltar a ter o gosto do debate e o gosto da liberdade dentro do partido, porque essas são as características essenciais do PS", advogou Alegre.  

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