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Correio da Manhã

Política
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ALEGRE PROMETE NOVO CÓDIGO DO TRABALHO

Críticas à maioria de direita, propostas concretas e muitas críticas a José Sócrates. Foram estes os 'ingredientes' da apresentação da moção de estratégia de Manuel Alegre ao Congresso do PS. Uma moção intitulada 'Mais Igualdade, Melhor Democracia', que o próprio candidato classificou como "de esquerda" e a "mais moderna que alguma vez foi apresentada em Portugal".
20 de Agosto de 2004 às 00:00
'Recuso o centrão', afirmou o candidato à liderança do PS
'Recuso o centrão', afirmou o candidato à liderança do PS FOTO: Andre Kosters
Numa sala repleta de apoiantes, Manuel Alegre não poupou críticas ao actual Governo e apresentou algumas propostas alternativas. Um novo Código do Trabalho, um seguro social obrigatório para os que não conseguem o primeiro emprego, a revisão da Lei de Bases da Segurança Social, a substituição das actuais pensões mínima e social por um "mínimo vital de sobrevivência para idosos pobres" e um Serviço Nacional de Saúde pública com acesso à saúde reprodutiva para todos, incluindo a interrupção voluntária da gravidez. Promessas que arrancaram muitas palmas da assistência.
Mas foram as críticas a José Sócrates, ainda que Alegre nunca tenha mencionado o seu nome, que mais entusiasmaram os socialistas presentes. O candidato fez questão de deixar bem claro que recusa o "centrão" e criticou o seu adversário por defender que o PS não pode ser um partido do contra. "Não me venham dizer que não há problemas ideológicos", afirmou, defendendo que a escolha com que se deparam os militantes socialistas é "entre a coragem de ser ou não socialista" e "entre a coragem de ser ou não de esquerda".
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