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Correio da Manhã

Política
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ALEGRE RESISTÊNCIA INTERNA

Manuel Alegre prometeu que não vai liderar nenhuma “tendência” dentro do partido, mas também deixou bem claro que, tal como José Sócrates disse a Santana Lopes, também não fará a vida fácil ao novo líder. Saiu como candidato derrotado à liderança do PS, mas levou de Guimarães 46 elementos eleitos para a Comissão Nacional.
4 de Outubro de 2004 às 00:00
Apenas 208 votos foram suficientes para colocar neste órgão do partido nomes que, avaliar por algumas declarações durante o Congresso, prometem causar algum incómodo. É o caso, por exemplo, de Ana Gomes, que no sábado disse não ter nem atributos físicos nem intelectuais para “socranete”.
Desta lista encabeçada pelo próprio Manuel Alegre foram ainda eleitos, entre outros, João Cravinho, Maria de Belém Roseira, Osvaldo Castro, Alberto Martins, Ana Catarina Mendes, Paulo Pedroso, Marques Júnior, Augusto Santos Silva, Jorge Lacão, Strecht Ribeiro, Helena Roseta, Vera Jardim e Manuel Maria Carrilho.
No balanço do congresso de Guimarães ficou ainda expressa uma nova maioria no partido, onde não resta qualquer vestígio da passagem do antecessor de José Sócrates.
Foram vários os dirigentes que passaram a meros militantes base do partido. Além de Ferro Rodrigues, Vieira da Silva, seu actual braço-direito, Ana Benavente e Pedro Adão e Silva são disso exemplo.
A eleição da Comissão Nacional ficou ainda marcada pelo não cumprimento das da quota de 33 por cento de militantes de qualquer sexo. Capoulas Santos desdramatizou a situação.
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