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Correio da Manhã

Política
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Juventude Popular processada por usar fotografia de Salgueiro Maia

Processo foi movido pelo fotógrafo Alfredo Cunha.
Lusa 26 de Abril de 2017 às 19:20
Pormenor do cartaz da Juventude Popular com Salgueiro Maia
Cartaz da Juventude Popular com Salgueiro Maia
Pormenor do cartaz da Juventude Popular com Salgueiro Maia
Cartaz da Juventude Popular com Salgueiro Maia
Pormenor do cartaz da Juventude Popular com Salgueiro Maia
Cartaz da Juventude Popular com Salgueiro Maia

O fotógrafo Alfredo Cunha vai processar a Juventude Popular pela utilização sem autorização e pela manipulação de uma fotografia sua do capitão de Abril Salgueiro Maia num cartaz divulgado nas redes sociais.

"Tem todos os ingredientes para me deixar furioso. Primeiro, a fotografia é roubada, depois é manipulada. Como tal, irei partir para tribunal para tratar do assunto", disse à agência Lusa o fotógrafo Alfredo Cunha, depois de o jornal online Observador avançar essa notícia.

O autor da imagem icónica de Salgueiro Maia sublinhou não querer fotografias suas usadas por partidos, "muito menos por um partido de direita" e com "uma mensagem ambígua".

O cartaz digital da JP, a juventude do CDS-PP, usa parte da imagem do capitão de Abril, com um filtro azul, lendo-se as seguintes frases: "25 de Abril. A liberdade é de quem a dá aos outros! e não dos que se afirmam donos dela".



O líder da JP, Francisco Rodrigues dos Santos, reagiu com uma nota publicada na sua página na rede social Facebook, na qual defende que a fotografia de Alfredo Cunha é já "património imaterial do país" e foi usada de "boa-fé".

"Ser-nos vedada a utilização de boa-fé, no quadro das comemorações de um dia de todos os portugueses, de uma fotografia considerada património imaterial do país, cujo autor é sobejamente conhecido, soa-nos à negação dos valores que aquele dia histórico quis restaurar", lê-se na nota.

Francisco Rodrigues dos Santos argumenta que tal está vertiginosamente perto "dos idos de má memória da ditadura e do PREC [Processo Revolucionário em Curso], onde aconteciam perseguições ideológicas, condenações por delito de opinião, saneamentos do pluralismo e proibição do acesso à democracia por quem não se afirmasse socialista".

"Parece-nos, pois, que as motivações deste processo de intenções não são jurídicas, outrossim políticas. Caso assim não fosse, teria o autor contactado a JP para imediatamente fazer constar a indicação dos créditos, pedido a que acederíamos prontamente", acrescentam.

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