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Correio da Manhã

Política
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Amado põe mãos no fogo por antecessores

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, afirmou ser sua obrigação "pôr as mãos no fogo" pelos seus antecessores no caso dos voos da CIA, enquanto não existirem provas de cumplicidade com actividades ilegais.
16 de Fevereiro de 2007 às 17:06
"Enquanto eu não tiver nenhum elemento que me prove que os meus antecessores, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, no Ministério da Defesa, no Governo de Portugal, cumpliciaram com qualquer ilegalidade cometida em território português, a minha obrigação é pôr as mãos no fogo por eles e assim farei", afirmou esta sexta-feira Luís Amado, em resposta a uma pergunta colocada pelo Bloco de Esquerda, numa audição conjunta das comissões parlamentares de Assuntos Constitucionais e Negócios Estrangeiros, na Assembleia da República.
"Podem o MNE e o actual Governo do PS pôr as mãos no fogo pelo que, nesta matéria fizeram ou não fizeram os anteriores Governos do PSD/PP que integravam o dr. Paulo Portas?", questionou o deputado Fernando Rosas, numa de 30 perguntas que constam de um requerimento entregue hoje pelo BE no Parlamento sobre esta matéria.
Luís Amado mostrou-se "razoavelmente satisfeito" com a versão final do relatório da comissão temporária do Parlamento Europeu sobre os voos da CIA, aprovado quarta-feira com 382 votos a favor, 256 contra e 74 abstenções.
O ministro dos Negócios Estrangeiros realçou ainda que "o relatório não evidencia que tenha ocorrido em território português qualquer ilegalidade" e apenas aponta "suspeitas e indícios".
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