PSD realiza este fim de semana o 43.º Congresso, no Velódromo Nacional de Sangalhos -- Anadia (Aveiro), que irá consagrar Luís Montenegro como presidente.
Os conselheiros nacionais André Pardal e Luís Rodrigues vão avançar no Congresso do PSD do próximo fim de semana com uma lista conjunta ao chamado parlamento do partido, que pretende continuar a representar "uma consciência crítica, mas construtiva".
Em comunicado enviado à Lusa, os dois conselheiros -- que têm encabeçado em congressos passados listas separadas ao Conselho Nacional -- defendem que "a união e coesão do partido sairá reforçada com o reforço da tradição de diversidade e pluralidade de opiniões, que sempre foi uma das grandes forças do PSD, o maior e mais português dos partidos portugueses".
A lista vai ser liderada pelo ex-deputado André Pardal, que no último Congresso liderou a terceira mais votada (elegendo oito conselheiros), e incluirá o antigo presidente da distrital de Setúbal Luís Rodrigues (que há dois anos encabeçou a quarta lista mais votada, com quatro conselheiros).
No comunicado, recordam que os dois conselheiros foram "uma consciência crítica, mas construtiva, do rumo seguido pelas lideranças ao longo dos últimos anos no órgão mais importante do PSD entre Congressos, o Conselho Nacional".
"De uma forma construtiva, frontal, fundamentada e leal, realizada nos fóruns próprios, de forma clara e transparente", afirmam.
Os dois conselheiros dizem que a lista integrará quadros sociais-democratas, "dos mais jovens aos mais experientes, oriundos de concelhos de norte a sul e ilhas" de forma a levar ao órgão máximo do partido entre congressos "um retrato real da situação nacional".
"Trata-se de uma candidatura focada em dar o seu contributo para a resolução das questões relevantes para a governação e para o desenvolvimento do país", defendem, dizendo que juntarão militantes de base, mas também ou dirigentes de estruturas social-democratas, "profissionais com provas dadas, reconhecidos pela sociedade civil, que contribuíram nas autarquias ou no parlamento, quando para tal foram chamados".
No comunicado, salientam que apesar de o congresso "destinar um único dia ao debate e à reflexão", pretendem participar na reunião magna que se realiza em Anadia (distrito de Aveiro) "de forma ativa, projetando as preocupações e anseios de muitos militantes e portugueses".
"Porque entendemos que os próximos dois anos serão decisivos para o futuro de Portugal e do PSD e porque pretendemos neste período contribuir para o sucesso do PSD e de Portugal, iremos apresentar lista à eleição do Conselho Nacional do PSD", justificam.
Os conselheiros destacam que, depois de oito anos de governação socialista, "os portugueses confiaram no PSD para liderar um novo ciclo político, de transformação e desenvolvimento social e económico, determinante para o futuro de Portugal", quer a nível nacional, quer regional, bem como na maioria dos municípios num momento de grande incerteza internacional.
"Vivemos, pois, um momento charneira, onde a responsabilidade do PSD e as expectativas dos portugueses são enormes", sustentam.
O PSD realiza este fim de semana o seu 43.º Congresso, no Velódromo Nacional de Sangalhos -- Anadia (Aveiro), que irá consagrar Luís Montenegro como presidente, reeleito a 30 de maio por quase 95% dos votos para um terceiro mandato de dois anos, e escolher os restantes órgãos nacionais do partido.
Há dois anos, no congresso de Braga, a lista da direção ao Conselho Nacional do PSD encabeçada pelo presidente da câmara de Lisboa, Carlos Moedas, obteve maioria absoluta, conseguindo 46 dos 70 conselheiros.
A segunda lista mais votada ao chamado parlamento do partido foi a encabeçada por João Gomes da Silva, com 12 conselheiros eleitos. A lista C, do antigo deputado André Pardal, conseguiu oito mandatos, e a lista D, do antigo líder da distrital de Setúbal Luís Rodrigues, obteve quatro.
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