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Correio da Manhã

Política
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André Ventura lamenta "vergonha de Presidente" e promete ser último vacinado contra a Covid-19

"Quando um adversário político é ofendido e apedrejado, não conseguiu ter uma palavra de demarcação", diz candidato presidencial sobre Marcelo Rebelo de Sousa.
Lusa 22 de Janeiro de 2021 às 22:31
André Ventura
André Ventura FOTO: Pedro Sarmento Costa / Lusa
O candidato presidencial do Chega lamentou esta sexta-feira aquilo que considera ser uma "vergonha de Presidente", o recandidato Marcelo Rebelo de Sousa, e prometeu ser o último português a vacinar-se contra a covid-19.

"Até à hora em que estamos, não me telefonou. Ficou conhecido por telefonar a todos por dá cá aquela palha... ligou para toda a gente mas, quando um adversário político é ofendido e apedrejado, não conseguiu ter uma palavra de demarcação, o tal Presidente da direita humanista", criticou André Ventura.

O presidente do partido da extrema-direita parlamentar discursava no comício de encerramento da campanha, num hotel lisboeta, perante cerca de 50 apoiantes e dirigentes da recém-formada força política populista.

"Até Rui Rio [presidente do PSD] se veio demarcar e toda a extrema-esquerda, que sabia das suas responsabilidades, veio demarcar-se. Vergonha de Presidente! Vergonha", gritou, sendo acompanhado em coro pela plateia, munida com bandeiras.

Ventura reiterou os seus objetivos eleitorais, prognosticando uma enorme votação, "sem paralelo na História de Portugal", para "provocar uma segunda volta" neste sufrágio, "derrotar toda a esquerda" e provar "que todas as sondagens erraram".

Ao cabo de quase 2.600 quilómetros em 13 dias, percorrendo os 18 distritos de Portugal continental, Ventura prometeu "um vendaval" político para as eleições de domingo.

"Merecíamos um país que pudesse dignamente chamar-se Portugal. Merecíamos outro país e outro Presidente, que não assistisse impávido, caso atrás de caso, escudando-se a dizer que o Governo faz o melhor que pode", insistiu, tendo como alvo Marcelo Rebelo de Sousa.

O deputado único do Chega acusou o chefe de Estado de, "agora", evitar "andar na rua para não ouvir os portugueses".

"Quando era fácil, era 'selfies' [autoretratos com telemóveis] e mergulhos no mar... Agora, refugia-se e diz as pessoas para porem a mascara quando se queixam. Se é cúmplice deste Governo, deverá cair com a queda do Governo", defendeu, ironizando ainda: Marcelo há de sair de Belém a dizer 'temos de apurar', com tudo a cair à volta".

Sobre as notícias de que os titulares de altos cargos públicos virem a ter prioridade na imunização contra o SARS-Cov-2, Ventura deixou uma promessa.

"Pois, eu não me vou deixar vacinar! Um líder político não se deixa vacinar quando há idosos sem vacina, médicos, enfermeiros e professores sem vacina. Eu serei o último a ser vacinado em Portugal", garantiu.

O líder do Chega congratulou-se ainda por a sua candidatura, apoiada por um partido com menos de dois anos de existência, estar já com mais adesão popular nas sondagens do que os concorrentes do histórico PCP (João Ferreira) e do BE (Marisa Matias) juntos.

Como habitualmente nestas ocasiões, o comício terminou com "A Portuguesa", hino interpretado emotivamente pelo candidato e seus apoiantes, a plenos pulmões.

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