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Correio da Manhã

Política
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André Ventura vai lutar para que uso de máscara na rua "nunca mais volte a acontecer"

Líder do Chega realçou que o partido votou "sempre contra" o uso de máscara na rua, por considerar uma "medida desproporcional".
Lusa 7 de Setembro de 2021 às 20:17
André Ventura, líder do Chega
André Ventura, líder do Chega FOTO: Lusa
O líder do Chega, André Ventura, apoiou esta terça-feira o fim da obrigatoriedade do uso da máscara na rua, implementado devido à covid-19, e afirmou que vai lutar para que aquela medida "nunca mais volte a acontecer".

Em declarações aos jornalistas em Ponta Delgada, nos Açores, após uma ação de campanha nas ruas do centro histórico da cidade, André Ventura afirmou que o Chega vai "apoiar o fim da obrigatoriedade de medidas como a uso da máscara obrigatória".

De acordo com o líder do partido, o Chega "lutará para que essa medida nunca mais volte a acontecer em Portugal".

Ventura realçou que o partido votou "sempre contra" o uso de máscara na rua, por considerar uma "medida desproporcional".

"Esta medida do uso de máscara na rua obrigatório nunca fez sentido. Exceto, e era isso que fazia sentido, quando houvesse aglomerações que justificassem", apontou.

O deputado na Assembleia da República disse ser a "hora de abrir o país", realçando que as medidas restritivas para conter a pandemia da covid-19 fazem com que Portugal perca turismo para outros destinos.

"É hora de abrirmos o país, com cautela, com ponderação, com medidas razoáveis, como o uso de máscara no interior de alguns locais, como a promoção de regras de distanciamento. Faz sentido. Coisas que não fazem sentido e são absurdas, acho que é tempo de mandarmos para trás", disse.

E acrescentou: "O coronavírus não vai desaparecer em novembro, nem em dezembro, vamos ter de nos habituar a viver com isso, mas não é a fechar tudo de cada vez que as coisas começam a correr um bocadinho pior".

Na segunda-feira, fonte da bancada parlamentar do PS disse à Lusa que o partido não vai propor no parlamento a renovação da obrigatoriedade do uso de máscara nos espaços públicos exteriores, diploma cuja vigência cessa no próximo dia 12.

No mesmo dia, em declarações à TSF, o presidente do Grupo Parlamentar do PSD, Adão Silva, afirmou que só um agravamento súbito da pandemia da covid-19 nos próximos dias impediria os sociais-democratas de defender o fim das máscaras na rua.

A questão da renovação ou não da obrigatoriedade do uso de máscaras em espaços públicos exteriores é um dos assuntos que poderá ser objeto de análise na próxima quarta-feira, durante a reunião da conferência de líderes parlamentares, a qual fixará os primeiros agendamentos da nova sessão legislativa.

O diploma que se encontra em vigor sobre obrigatoriedade do uso de máscara em espaços públicos foi promulgado pelo Presidente da República em 11 de junho, por um período de 90 dias.

Na Assembleia da República, este diploma foi aprovado na generalidade, especialidade e votação final global com votos contra do Chega e da Iniciativa Liberal, abstenção do BE, PCP, PAN e Verdes e deputada não inscrita Joacine Katar Moreira, tendo contado com votos favoráveis do PS, do PSD, do CDS-PP e da deputada não inscrita Cristina Rodrigues.

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