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Correio da Manhã

Política
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António Barreto: Demissão do Governo foi um "golpe" de Sócrates

O sociólogo António Barreto afirmou que a demissão do Governo foi um "golpe" do primeiro-ministro José Sócrates para provocar eleições e vitimizar-se, aumentando as dificuldades para Portugal se financiar nos mercados.
31 de Março de 2011 às 13:50
António Barreto diz que estamos numa "situação praticamente desesperada"
António Barreto diz que estamos numa 'situação praticamente desesperada' FOTO: Sérgio Lemos

António Barreto acrescentou que o momento actual do País "corresponde à ideia do primeiro-ministro, de provocar uma crise na qual ele possa, eventualmente, passar por vítima".

Cavaco Silva ouve esta quinta-feira o Conselho de Estado, numa reunião que tem como único ponto "pronunciar-se sobre a dissolução da Assembleia da República", no quadro da crise política que se seguiu à demissão, há uma semana, do primeiro-ministro.

O presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos acusou ainda José Sócrates de "caluniar" as entidades internacionais "a quem pede ajuda" e de "caluniar os credores" depois de pedir empréstimos.

"Esta duplicidade é um péssimo sinal para o exterior", salientou António Barreto, referindo que, se Portugal tivesse pedido ajuda externa há mais de um ano, teria estado em melhores condições para o fazer, e em melhores condições para cumprir eventuais programas de reformas económicas.

"Agora estamos em situação praticamente desesperada", disse ainda o sociólogo, que insistiu na necessidade de realizar uma auditoria às contas públicas.

"Se não se realizarem auditorias, há dois problemas. O primeiro é que damos mais um sinal negativo ao exterior, isto é, que temos algo a esconder. Em segundo lugar, perante o eleitorado português, perante os cidadãos, é um factor de deslealdade inadmissível", concluiu António Barreto.

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