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Correio da Manhã

Política
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António Borges: "Austeridade não é opção, é fazer o que tem de ser feito"

O economista e consultor do Governo António Borges considerou esta terça-feira que a austeridade em Portugal "não é uma opção", mas sim "fazer o que tem de ser feito" para recuperar a confiança e acesso ao financiamento.
26 de Junho de 2012 às 12:30
Economista António Borges
Economista António Borges FOTO: Pedro Elias/Negócios

"A austeridade não é bem uma opção para nós, é fazermos aquilo que tem de ser feito para recuperar a confiança e financiarmo-nos no exterior, como é normal numa união monetária", afirmou António Borges.

O consultor do Governo, que falava aos jornalistas à margem da XX Reunião Anual Internacional de Estudos Políticos: Estoril Political Forum, disse ainda que o programa de ajustamento em Portugal "está a ser bem conduzido", embora ainda haja caminho a percorrer.

"O programa de ajustamento que tem sido posto em prática, e que está a ser bem conduzido, destina-se a permitir (Portugal) chegar aos mercados outra vez em 2013, mas ainda não estamos lá", sustentou o responsável, mostrando-se "confiante" de que as metas serão atingidas.

"Todas as indicações que temos, na última análise feita pela 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) ao nosso país, é que as coisas estão no bom caminho e, portanto, tenho esperança de que a situação económica melhore, como está previsto", frisou.

Embora se tenha escusado a comentar a necessidade de mais ou menos austeridade, António Borges assegurou que "esta não é altura para abrandar as medidas e desistir de algumas coisas que estamos a fazer, porque senão é que nunca lá chegaremos".

O consultor do Governo para as privatizações afirmou ainda que a austeridade que existe na Europa é "indispensável" para recuperar a confiança dos mercados.

"O problema de Portugal, e de outros países, é que somos muito dependentes do financiamento externo e perdemos esse financiamento porque não tínhamos a nossa casa em ordem, e temos de ter a casa em ordem para recuperarmos o acesso ao financiamento externo", concluiu.

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