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Correio da Manhã

Política
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António Costa acusa Passos Coelho de ser um "pessimista irritado"

Líder do PSD afirmou que Governo perdeu um ano no combate aos desequilíbrios estruturais da economia.
22 de Fevereiro de 2017 às 16:57
Primeiro-ministro António Costa
Pedro Passos Coelho, líder do PSD
Primeiro-ministro António Costa
Pedro Passos Coelho, líder do PSD
Primeiro-ministro António Costa
Pedro Passos Coelho, líder do PSD
O primeiro-ministro, António Costa, acusou hoje o líder do PSD de ser um "pessimista irritado", depois de Pedro Passos Coelho ter afirmado que o atual Governo perdeu um ano no combate aos desequilíbrios estruturais da economia.

"Preocupa-nos que tenha sido perdido um ano no combate a esses desequilíbrios estruturais, podíamos estar em muito melhores condições de empreender reformas", afirmou Passos Coelho, no final da sua intervenção no debate quinzenal com o primeiro-ministro na Assembleia da República.

O líder do PSD acusou a maioria PS, PCP, BE e PEV que suporta o Governo no parlamento de ser contra "qualquer reforma estrutural a não ser a reversão", e questionou António Costa se irá continuar a "empurrar com a barriga e a geringonça" os problemas que persistem na economia.

Na resposta, o primeiro-ministro lamentou que Passos Coelho apenas tenha falado da economia quando já tinha ultrapassado o tempo da sua intervenção, que considerou ter sido dedicada "ao tema das tricas dos SMS", numa referência à troca de mensagens de telemóvel entre o ministro das Finanças e o anterior presidente da Caixa Geral de Depósitos António Domingues.

"Eu admito que me continue a achar irritante, mas passado um ano há que reconhecer que não fui otimista, fui simplesmente realista, enquanto Vossa Excelência, um ano depois, apresenta-se aqui não só como pessimista mas como um pessimista irritado", criticou António Costa.

Reconhecendo que ainda hoje a Comissão Europeia sinalizou vários desequilíbrios na economia portuguesa, o primeiro-ministro disse que o relatório foi elaborado com base em dados dos primeiros meses do seu Governo.

"Hoje cada um desses problemas está em melhor situação do que quando deixaram o Governo", assegurou.

António Costa citou então alguns dados económicos "que verdadeiramente irritam" o líder do PSD, como o crescimento de 1,9% da economia no último trimestre de 2016 ou a criação de cem mil empregos líquidos no último ano.

"A sua irritação é inversamente proporcional à confiança dos portugueses, é para esses que nós trabalhamos (...). Está prisoneiro do passado e encurralado em tricas", lamentou.
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