Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
7

António Costa afasta Mário Centeno do primeiro confronto

Ministro das Finanças é o único dos ‘superministros’ sem direito a intervenção própria.
Wilson Ledo 30 de Outubro de 2019 às 09:05
Dos quatro ministros de Estado, só o ‘homem das Finanças’ não vai intervir na defesa do programa de Governo. António Costa faz intervenção inicial
António Costa
António Costa
Dos quatro ministros de Estado, só o ‘homem das Finanças’ não vai intervir na defesa do programa de Governo. António Costa faz intervenção inicial
António Costa
António Costa
Dos quatro ministros de Estado, só o ‘homem das Finanças’ não vai intervir na defesa do programa de Governo. António Costa faz intervenção inicial
António Costa
António Costa
Mário Centeno será o único dos quatro ministros de Estado sem direito a uma intervenção individual no debate do programa de Governo, que arranca esta manhã.

A abertura cabe ao primeiro-ministro, António Costa. E, nestes dois dias de debate, serão colocados na linha da frente "os três ministros coordenadores das áreas transversais", explicou fonte do Executivo à Lusa.

As prioridades do Executivo estão nas alterações climáticas, na demografia, no combate às desigualdades e na transição digital. Assim, terão a palavra João Matos Fernandes, Mariana Vieira da Silva e Pedro Siza Vieira. Estes últimos dois ministros, bem como Augusto Santos Silva que encerra o debate amanhã, são ministros de Estado. Deste grupo de ‘superministros’ faz também parte Mário Centeno, que tutela as Finanças mas não terá direito a intervenção.

O dia desta terça-feira, de preparação para o debate, foi intenso nos diferentes partidos. Da Esquerda à Direita, os deputados reuniram-se para alinhar posições, embora a maioria - como PS, PSD e PAN - prefira não adiantar ao CM quais serão as linhas que vão guiar os discursos.

O Bloco de Esquerda é aquele que revela mais matérias, discutindo investimento público na Saúde e na Habitação, alterações climáticas ou ainda a questão da violência doméstica. Já no PCP, o secretário-geral, Jerónimo de Sousa, reconheceu esta terça-feira que o programa de Governo é "vago", embora insista que o documento não deva ser votado. "É um programa onde cabe tudo e não cabe nada."

No CDS-PP, a líder parlamentar Cecília Meireles define como prioridade, para este arranque, a questão dos "impostos de quem trabalha". Outra das matérias em debate será a Saúde, "uma área cada vez com mais problemas". A centrista não descarta avançar com uma moção de rejeição mas alerta que é preciso "esperar para ver como vai correr o debate".

Iniciativa Liberal deixa desafio de rejeição à direita
O único deputado do Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo, desafiou esta terça-feira o PSD e o CDS-PP a apresentarem uma moção de rejeição ao programa do Governo, já que o novo partido não tem dimensão para iniciar esse passo no Parlamento. Se não o fizerem, PSD e CDS-PP "não estão a dar o nível de oposição que se impõe", afirmou Cotrim de Figueiredo ao CM.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)