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Correio da Manhã

Política

António Costa 'condenado' a lidar com caso Sócrates

Partido reúne três semanas após desfiliação do antigo líder, presta homenagem a Mário Soares e acerta agulhas para as legislativas.
Manuel Jorge Bento e Diana Ramos 25 de Maio de 2018 às 01:30
António Costa
Carlos César
António Costa
Carlos César
António Costa
Carlos César
José Sócrates será o elefante na sala, no congresso do PS, que tem início esta sexta-feira, na Batalha, 21 dias após o principal arguido da Operação Marquês ter anunciado a desfiliação do partido. Com o secretário-geral a pedir foco no futuro do País e depois de a eurodeputada Ana Gomes defender a análise clara de como o PS foi "instrumento de corruptos e criminosos", interessa perceber se Costa apontará ou não metas e políticas para o combate à corrupção.

Em quatro anos e meio de liderança, o secretário-geral do PS apostou sempre em entendimentos à esquerda. Neste congresso deverá indicar o posicionamento do partido para as legislativas de 2019: mantém a intenção de acordo com o PCP e o BE - controversa do ponto de vista interno - ou descarta a repetição de uma 'geringonça'.

Augusto Santos Silva aposta na continuidade da "solução engenhosa" de apoio parlamentar, mas "seguramente não" em torno de um programa comum de governo. Já Pedro Nuno Santos - único membro do Governo a apresentar uma moção setorial - considera claramente que a atual via de governação teve "excelentes resultados".

No primeiro congresso após a morte de Mário Soares, o fundador do partido será homenageado, bem como António Arnaut. O segundo dia, amanhã, será dedicado à análise das moções dos candidatos a secretário-geral (António Costa e Daniel Adrião) e das 24 moções setoriais, que incluem temas tão diversos quanto a regulamentação da prostituição, o apoio no regresso dos emigrantes ou a renacionalização dos CTT.

Carlos César deve ser eleito este sábado
Ferro Rodrigues e Jorge Sampaio são alguns dos apoiantes da recandidatura de Carlos César a presidente do PS, cargo que ocupa desde novembro de 2014. O também líder da bancada socialista no Parlamento colhe também o apoio de Manuel Alegre, Ana Catarina Mendes e Maria de Belém. A eleição por voto secreto é amanhã de manhã.
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