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Correio da Manhã

Política
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António Costa convida empresas japonesas em Londres a investir em Portugal

Primeiro-ministro sugere que japoneses olhem para o nosso país como uma alternativa para estabelecerem-se após o Brexit.
Lusa 3 de Dezembro de 2019 às 19:25
António Costa
António Costa na Cimeira das Nações Unidas sobre o clima (COP25)
António Costa na Cimeira das Nações Unidas sobre o clima (COP25)
António Costa
António Costa na Cimeira das Nações Unidas sobre o clima (COP25)
António Costa na Cimeira das Nações Unidas sobre o clima (COP25)
António Costa
António Costa na Cimeira das Nações Unidas sobre o clima (COP25)
António Costa na Cimeira das Nações Unidas sobre o clima (COP25)
O primeiro-ministro, António Costa, convidou esta terça-feira investidores japoneses em Londres a olharem para Portugal como uma alternativa para estabelecerem-se após a saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

"Estamos empenhados em manter relação mais próxima possível com Reino Unido, baseada em valores partilhados e manter comércio livre o mais livre possível em termos de tarifas e outras barreiras, como regras diferentes", afirmou.

Porém, numa intervenção de encerramento do Seminário de Investimento Portugal-Japão, organizado pela AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), em Londres, nas instalações do Financial Times, avisou que o acesso ao mercado único não vai ser o mesmo.

"Qualquer empresa, britânica ou japonesa, que deseje manter as suas operações no mercado interno da UE depois do `Brexit´ vai encontrar em Portugal um porto seguro, um solo fértil, e um destino qualificado, inovador e sofisticado para os seus negócios", prometeu.

Segundo o primeiro-ministro, operam em Portugal cerca de 100 empresas japonesas que empregam milhares de pessoas, referindo o estabelecimento da construtora automóvel Toyota em 1971, mas também chegadas mais recentes, como as da Fujitsu, Marubeni Corporation, Mitsui e NTT Data-Everis.

Um referendo realizado em 2016 ditou a saída do Reino Unido da UE, mas o processo tem sido dificultado pelo impasse político que levou ao chumbo de um primeiro acordo negociado pelo governo de Theresa May com Bruxelas e o adiamento da saída para além da data inicial prevista de 29 de março de 2019.

O sucessor, Boris Johnson, encontra-se atualmente em campanha eleitoral para ser reeleito e fazer o parlamento britânico aprovar um novo acordo negociado em outubro, possibilitando a saída no prazo atual de 31 de janeiro de 2020.

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