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Política
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António Costa critica "desatenção ou secretismo" sobre quadro comunitário

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, afirmou este sábado que existe "desatenção ou secretismo" sobre o próximo quadro de programação comunitário 2014-2020, o que considerou ser "preocupante".
9 de Junho de 2012 às 12:05
António Costa, criti, quadro comunitário, 10 Junho, comunitário
António Costa, criti, quadro comunitário, 10 Junho, comunitário FOTO: João Miguel Rodrigues / Correio da Manhã

António Costa assumiu esta posição durante a sessão solene de boas vindas da Câmara Municipal de Lisboa ao Presidente da República, no âmbito das comemorações oficiais do 10 de Junho, no Pátio da Galé, no Terreiro do Paço.

No seu discurso, o autarca socialista considerou que "é nas horas de crise que os países mais precisam de um rumo definido com lucidez" e que "a mera navegação à vista" se torna gravosa.

"É por isso preocupante a desatenção ou secretismo com que se perspetiva em Portugal o próximo quadro de programação comunitário 2014-2020, sendo que até ao final deste ano temos de ter definido, negociado e acordado o contrato de parceria com a União Europeia, que deve resultar de um processo amplamente participado, designadamente pelas autarquias locais e pelos parceiros sociais", acrescentou.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa saudou "a nova atenção que a Comissão Europeia atribui às cidades como motores do crescimento competitivo, sustentável e inclusivo" e concluiu: "O tempo urge e Lisboa quer participar ativamente na conceção e execução deste programa".

Em seguida, António Costa defendeu que a crise não pode ser "um pretexto para pôr em causa a coesão social e nacional", nem pode ser "combatida num ambiente desmoralizado e desmoralizador", e que é preciso acabar com a ideia de que existe uma dicotomia "entre rigor financeiro e investimento, entre equilíbrio financeiro e crescimento económico".

"A verdadeira solidariedade entre gerações", argumentou, consiste no dever de não deixar como legado "um país periférico e isolado, fechado sobre si próprio, distante das grandes centralidades europeias e mundiais, empobrecido e desestruturado".

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