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Política
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António Costa diz que qualquer violação de proteção de dados é grave e que está aberta auditoria à Câmara de Lisboa

Primeiro-ministro afirma, na Cimeira da NATO, que caso da divulgação de dados de manifestantes não se tratou de uma colaboração da Câmara.
Correio da Manhã 14 de Junho de 2021 às 16:35
António Costa
António Costa FOTO: Reuters
O primeiro-ministro António Costa justificou esta segunda-feira, na Cimeira da NATO, que o caso de divulgação de dados de manifestantes à embaixada da Rússia em Lisboa não se tratou de uma colaboração da Câmara com a Rússia, mas sim de uma prática administrativa que já está a ser auditada. 

"Creio que é muito claro que não se tratou, como as primeiras notícias procuraram dizer e induziram, de que havia uma prática de colaboração da Câmara Municipal de Lisboa na perseguição e identificação de oposicionistas russos, que havia delação por parte da Câmara de Lisboa de ativistas russos, de denúncia às autoridades russas de quem eram os ativistas, parecendo como que a Câmara de Lisboa era assim uma espécie de centro de espionagem do senhor Putin na perseguição dos seus opositores", afirmou.

Costa sublinhou ainda que qualquer violação de proteção de dados é grave e por isso está aberta a auditoria à Câmara de Lisboa. O primeiro-ministro recusou, no entanto, comentar o pedido de desculpa de Medina, pois considera não lhe caber a si este tipo de reações. Costa disse não ver "como possa haver responsabilidade política de algo que não passa do balcão da Câmara Municipal de Lisboa".

Sobre a pandemia, Costa alerta que se mantêm necessários todos os cuidados para evitar a propagação do vírus, mesmo para aqueles que já se encontram vacinados. 

António Costa falava em conferência de imprensa após a cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês), que decorreu hoje no quartel-general da Aliança, em Bruxelas, e que reuniu os chefes de Estado e de Governo dos 30 Estados-membros da organização.

Aliança virou a página de "episódio difícil e tenso" dos últimos anos 
O primeiro-ministro considerou hoje que a cimeira da NATO foi a "cimeira do reencontro entre a Europa e os Estados Unidos" e permitiu "virar a página" sobre um "episódio difícil e tenso" vivido pela Aliança "nos últimos anos".

"Esta cimeira foi a cimeira do reencontro entre a Europa e os Estados Unidos da América em torno do reforço desta aliança multilateral. (...) Significa isto virarmos uma página de um episódio difícil e tenso que a NATO viveu nos últimos anos, e isso é o que resulta de essencial desta cimeira", sublinhou o primeiro-ministro.

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