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Correio da Manhã

Política
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António Costa força 'bazuca' fechada já este mês

País recusa ceder a “chantagem”, trazendo problema para a presidência portuguesa em 2021.
Wilson Ledo 5 de Dezembro de 2020 às 09:28
Primeiro-ministro , António Costa, esteve ontem no Parlamento para preparar a próxima reunião do Conselho Europeu
Primeiro-ministro , António Costa, esteve ontem no Parlamento para preparar a próxima reunião do Conselho Europeu FOTO: José Sena Goulão/Lusa
O primeiro-ministro defendeu esta sexta-feira que o acordo a 27 para o fundo de recuperação comunitário – de 750 mil milhões de euros – tem de ser fechado no próximo Conselho Europeu, a 10 e 11 de dezembro, ultrapassando assim o bloqueio húngaro e polaco.

“O acordo tem mesmo de ser obtido neste Conselho. Até pode prolongar-se para o dia 12, para o dia 13”, admitiu esta sexta-feira no Parlamento. António Costa insiste que o problema não pode passar para a presidência portuguesa da União Europeia porque tal implicaria deixar de receber as habituais verbas comunitárias logo a 1 de janeiro.

“Não é só não haver ‘bazuca’. Mesmo a espingarda de que hoje já dispomos deixará de poder disparar”, explicou.

Hungria e Polónia discordam que o acesso aos fundos esteja dependente do cumprimento do Estado de Direito e ameaçam vetar o pacote. Face à pressão, Costa diz que “só há uma resposta” para ambos: “perder a chantagem”.

O primeiro-ministro apelou ainda a que avancem os processos contra estes dois países por desrespeito pelos direitos de minorias “[Se não cumprem o acordo de Copenhaga], pura e simplesmente não podem pertencer à União Europeia”, atirou.

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