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Correio da Manhã

Política
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António Costa governa sem acordo escrito com Bloco de Esquerda

Primeiro-ministro rejeita assinar único pacto possível que poderia criar geringonça a dois.
Salomé Pinto 12 de Outubro de 2019 às 01:30
António Costa e Catarina Martins
O secretário-geral do Partido Socialista (PS) e primeiro-ministro indigitado, António Costa, acompanhado pelo dirigente do Partido, Duarte Cordeiro
António Costa
Catarina Martins
António Costa e Catarina Martins
O secretário-geral do Partido Socialista (PS) e primeiro-ministro indigitado, António Costa, acompanhado pelo dirigente do Partido, Duarte Cordeiro
António Costa
Catarina Martins
António Costa e Catarina Martins
O secretário-geral do Partido Socialista (PS) e primeiro-ministro indigitado, António Costa, acompanhado pelo dirigente do Partido, Duarte Cordeiro
António Costa
Catarina Martins

António Costa vai governar sem a geringonça (BE, PCP e PEV) que o sustentou nos últimos quatros anos, prescindindo do único acordo escrito possível proposto pelo Bloco.

A decisão tomada pelo secretário-geral do PS desiludiu o BE que disse esta sexta-feira temer futuras turbulências. Mas Duarte Cordeiro, do PS, garantiu logo a seguir que "a geringonça não morreu" e que "há total disponibilidade para continuar a trabalhar como há quatro anos" com a esquerda.

O primeiro-ministro assegurou esta quinta-feira à noite que há "condições para formar Governo com estabilidade para o horizonte da legislatura", salientando que manterá negociações com os antigos parceiros parlamentares à esquerda mas também com PAN e Livre.

Costa espera que estas forças parlamentares contribuam para a estabilidade governativa através da "análise conjunta prévia de Orçamentos do Estado" e de outros documentos relevantes e ajudando a chumbar eventuais moções de rejeição ou de censura vindas da direita.

O PS poderia conseguir uma maioria mais sustentável apenas com o apoio parlamentar do BE ou do PCP. Se os comunistas recusaram logo de início uma reedição da geringonça, o BE foi o único a estender a mão que acabou vazia".

O BE lamenta a decisão do PS de não continuar este caminho", afirmou esta sexta-feira a líder do BE, Catarina Martins, que liga a nega de Costa às pressões do patronato.

"O PS demonstrou após as negociações patronais indisponibilidade para qualquer mexida na legislação laboral", sustentou. Duarte Cordeiro confirmou a seguir que "alterar a lei não é a prioridade do PS".

O BE não fecha, contudo, a porta a entendimentos. Na terça-feira, o PS reúne-se com o BE para iniciar a discussão do Orçamento do Estado de 2020, revelou Duarte Cordeiro. Também haverá grupos de trabalho com PCP, PEV, PAN e Livre.

Freguesias querem mudanças na lei eleitoral
Os presidentes das juntas de freguesia de Mafamude e Vilar do Paraíso, Matosinhos/Leça da Palmeira, Rio Tinto, Santa Marinha e Afurada, todas do PS, e Paranhos, do PSD, vão pedir a alteração da lei eleitoral: defendem que o número de eleitores por mesa de voto seja inferior a 1500, para evitar as longas e demoradas filas registadas no último domingo.

E pedem mais autonomia organizativa para as freguesias. 

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