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Correio da Manhã

Política
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António Costa quer PS como “alternativa reformista”

O dirigente socialista António Costa, recusou neste sábado a perspectiva de o PS ser um partido típico de oposição, com uma agenda de resistência e de crítica fácil, defendendo antes a necessidade de se assumir como alternativa reformista.
10 de Setembro de 2011 às 17:51
Presidente da Câmara de Lisboa atacou o Governo PSD/CDS, dizendo que ao fim de três meses de acção "já se tornou evidente o discurso fantasista" da recente campanha eleitoral
Presidente da Câmara de Lisboa atacou o Governo PSD/CDS, dizendo que ao fim de três meses de acção 'já se tornou evidente o discurso fantasista' da recente campanha eleitoral FOTO: Estela Silva/Lusa

António Costa, presidente da Câmara de Lisboa e "número dois" da lista de Francisco Assis para a Comissão Nacional, deixou um breve voto de felicidades ao novo secretário-geral socialista, António José Seguro, e esclareceu qual o posicionamento que entende para o PS.  

"O PS está na oposição mas não é um partido de oposição. A nossa agenda não é a da resistência, da crítica fácil e do bota-abaixismo. O PS deve afirmar todos os dias os seus valores, a sua alternativa, com a responsabilidade, determinação e ânimo reformista, que têm de ser as suas marcas para enfrentar a crise", disse.  

Na sua intervenção, o presidente da Câmara de Lisboa atacou o Governo PSD/CDS, dizendo que ao fim de três meses de acção "já se tornou evidente o discurso fantasista" da recente campanha eleitoral.  

António Costa disse depois que se anuncia agora mais impostos e recessão, numa prova de que as crises "não se vencem com demagogia" e que "não há milagres" quando se exerce funções governativas.  

Para o dirigente socialista, o PS, agora na oposição, deve ter uma agenda com quatro pontos básicos: exigir equilíbrio na aplicação do programa da troika e combater a agenda ideológica do Governo a este nível; defender que os sacrifícios devem ser repartidos, não permitindo que se penalizem só os rendimentos do trabalho; exigir equidade na reforma dos sistemas sociais e recusar os cortes cegos; proteger o investimento essencial para sectores estratégicos, alegando que só com crescimento económico pode haver redução sustentável da dívida e do défice.  

"Em três meses toda a retórica deste Governo se desfez perante a dura realidade", sustentou António Costa.  

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