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Correio da Manhã

Política
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Arcebispo fala de crise profunda

O arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, diz que a crise social que Portugal atravessa “é mais grave e profunda do que o que muitas vezes se pretende fazer crer”.
28 de Novembro de 2006 às 00:00
Na apresentação do ‘Fórum das Instituições’, que vai juntar mais de 400 instituições particulares de solidariedade social (IPSS), na próxima sexta-feira, no Campus da Universidade Católica em Braga, o prelado disse que “é preciso dar um murro na mesa e acordar as pessoas para a realidade, que é mais difícil do que o que parece”.
Considerando que as IPSS, as famílias e as comunidades cristãs “devem ser mais solidárias e mais activas na luta contra a pobreza”, D. Jorge Ortiga diz que “não pode escamotear-se uma realidade que nos mostra empresas a encerrar todos os dias, lançando centenas de pessoas no desemprego, a pobreza a aumentar, sobretudo a chamada pobreza envergonhada, e fingir que está tudo bem”.
A par do ‘Fórum das Instituições’, a arquidiocese de Braga vai fazer, com a ajuda das mais de 500 paróquias, um levantamento dos casos de pobreza existentes nos 15 arciprestados, de forma a que os serviços da pastoral possam delinear uma estratégia sólida de actuação.
“Nós, no contacto que temos com as pessoas, como ainda agora aconteceu na visita pastoral ao arciprestado da Póvoa de Lanhoso, apercebemo-nos das grandes dificuldades que afectam muitas famílias e não seremos bons cristãos se cruzarmos os braços”, disse D. Jorge Ortiga.
O apelo à solidariedade vai ser lançado outra vez, no próximo domingo, pelo arcebispo, na abertura do novo ano pastoral.
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