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Correio da Manhã

Política

Arguidos em silêncio

O anterior vice-presidente da Câmara de Felgueiras e um antigo engenheiro da empresa de recolha e tratamento de lixos Resin, ambos arguidos, remeteram-se ao silêncio no julgamento do caso do ‘saco azul’ daquela autarquia.
4 de Maio de 2007 às 00:00
António Carvalho e Gabriel Almeida anunciaram ontem aos juízes que não pretendem prestar declarações, tendo sido interrompida a audiência, numa fase em que foram ouvidos cinco dos 16 arguidos e decorridas já 23 sessões.
Na sessão de ontem foi apenas ouvido António Barbieri Cardoso, director de departamento técnico da Câmara de Felgueiras, segundo o qual não houve qualquer ilicitude nas obras na lixeira de Sendim. Este arguido afirmou que “os elementos da comissão técnica que trabalharam nessa obra deveriam ser louvados, em vez de arguidos”.
A versão do responsável camarário, tal como a de Fátima Felgueiras, do seu antecessor Júlio Faria e dos directores da Resin, é de que nunca houve “sobrefacturação” das obras da empresa em Felgueiras, nem os “retornos” de verbas que o Ministério Público diz terem ido da Câmara para a Resin, sendo depois parte dos pagamentos da autarquia voltado para o PS e para o FC Felgueiras.
O julgamento prossegue segunda-feira com a audição de Bragança da Cunha, histórico dirigente do PS em Felgueiras, que também fazia parte do gabinete de apoio a Fátima Felgueiras nesta autarquia.
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