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Correio da Manhã

Política
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AS FORMIGAS E O LÍDER

Nós somos as formiguinhas”. Foi com esta frase que um dos muitos militantes anónimos presentes no Congresso resumiu a actividade de quem está no partido por “acreditar no PSD fundado por Francisco Sá Carneiro”.
12 de Julho de 2002 às 23:32
Das várias pessoas com quem o Correio da Manhã falou, nenhuma proferiu uma frase menos elogiosa para falar do partido do Governo ou das medidas menos populares que este tem anunciado. A unanimidade era total. Bem como as críticas aos executivos de António Guterres. “O PS deixou isto numa lástima e agora nós vamos pagar”, resumiu António Silva para justificar o agravamento do custo de vida e as medidas de contenção.

“Este é o melhor partido que eu conheço e já vivi no estrangeiro durante bastantes anos. Aqui o PSD preocupa--se com os trabalhadores”, defendeu o militante José da Cunha, da distrital de Viseu. “Tenho esperança que o pior já tenha passado e que no próximo ano já possa ter um aumento salarial”, referiu outra militante. Maria do Carmo Morais, secretária executiva, diz esperar que o partido venha a ser muito maior: “Tenho estado preocupada com as sondagens que dizem que o PS está à frente do PSD. Mas acredito que o PSD voltará a ganhar as eleições. O PS não fez nada no Governo e o PSD está a fazer muita coisa, podem ser medidas pouco populares, mas são necessárias”.

Não se ouviu uma só voz discordante. Até Durão Barroso, que já foi um dos dirigentes mais zurzidos do PSD, colheu os elogios generalizados. Nada de exuberâncias, como aconteceu com Cavaco Silva entre 1987 e 1995, mas ainda assim uma aprovação assumida. Apenas um senão: o Coliseu esteve longe de encher.
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