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Correio da Manhã

Política
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Assis acusa PSD de “amadorismo” político

Francisco Assis, líder parlamentar, criticou esta quinta-feira o eventual aumento do IVA, admitido pelo PSD, uma proposta que além de "injusta" revela o "amadorismo" dos sociais-democratas que estão "mal preparados".
24 de Março de 2011 às 19:04
Assis afirma que medidas do PSD são "desgarradas e incoerentes"
Assis afirma que medidas do PSD são 'desgarradas e incoerentes' FOTO: João Miguel Rodrigues

"O aumento do IVA é sempre o aumento de impostos que mais penaliza  globalmente os portugueses, porque se aplica a todos os portugueses independentemente dos seus recursos económicos e sociais, é sempre a solução mais injusta", afirmou Assis à saída da reunião semanal do grupo parlamentar.

De acordo com o líder parlamentar, "a direcção do PSD já tem  praticamente um ano de vida, já devia estar em condições de ter um programa  para o País", limitando-se a avançar com um "conjunto de medidas avulsas,  desgarradas e incoerentes".

"São medidas avulsas, revelam que o PSD não está preparado para governar  o País", salientou.

Revelam um grande amadorismo na forma como o PSD encara as questões da  governação do País e, por isso, é que ontem não trouxeram uma única ideia",  disse.

Para o socialista, "o PSD vai ter agora o momento da verdade", apresentando  o seu Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).

Passos Coelho, assumiu esta quinta-feira em Bruxelas o "compromisso" de não proceder a cortes salariais ou das pensões se tiver necessidade de "mexer nos impostos", mas admitiu a possível subida do IVA.

Falando à entrada de uma cimeira do Partido Popular Europeu (PPE), Pedro  Passos Coelho, questionado sobre as notícias de que o PSD pensa evitar cortes  nas reformas através de uma subida do IVA, escusou-se a entrar em detalhes,  alegando que a oposição desconhece a real situação financeira do país, mas  confirmou que, a ter de haver ajustamentos, será nos impostos sobre o consumo.

O líder dos sociais-democrata anunciou que "até haver um conhecimento completo da situação financeira portuguesa,  não é possível a nenhum responsável dizer que não será necessário mexer nos impostos".

"Mas se ainda vier a ser necessário algum ajustamento, a minha  garantia é de que seria canalizado para os impostos sobre o consumo, e não  para impostos sobre o rendimento das pessoas", argumentou Passos Coelho.

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