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Correio da Manhã

Política
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ASSIS E COSTA DERAM AVAL A VISITA À LOTA

António Costa e Franscisco Assis, juntamente com Manuel Seabra e António Parada, é que deram luz-verde à visita de Sousa Franco à lota de Matosinhos. De acordo com o relatório da comissão de inquérito, a que o Correio da Manhã teve acesso, Narciso Miranda alertou as estruturas nacionais e locais do partido para os riscos de distúrbios durante a deslocação e o porta-voz do partido, Vieira da Silva, chegou a ponderar o cancelamento da iniciativa. Só não o fez porque teve todas as garantias de que tudo correria com normalidade.
30 de Setembro de 2004 às 00:00
Vieira da Silva chegou a admitir a realização de uma “visita desdobrada” a Matosinhos, com uma recepção de Narciso Miranda a Sousa Franco na Câmara Municipal e uma deslocação da restante comitiva à lota, onde estaria Manuel Seabra, evitando-se assim confrontos entre os dois rivais e seus apoiantes. As garantias que recebeu fizeram-no mudar de ideias.
“Vieira da Silva recebeu garantias do presidente da Federação do Porto, Francisco Assis, do presidente da Comissão Política concelhia, Manuel Seabra, do coordenador da secção do PS de Matosinhos, António Parada, e até parecer de António Costa, após diligências de consulta por este levadas a cabo, de que tudo se passaria com normalidade na visita da caravana do PS à lota de Matosinhos”, lê-se no documento assinado por Vera Jardim, António Lacão e Almeida Santos.
O relatório refere ainda que Narciso Miranda “lamenta a insuficiência de respostas da direcção nacional e da federação aos seus apelos”. A comissão de inquérito, por seu turno, destaca o “elevado grau de diligência” com que agiu Vieira da Silva, mas “compreende menos bem” a insuficiência de comunicação “por parte de dirigentes da federação distrital do Porto com especiais responsabilidades na campanha eleitoral para as eleições ao Parlamento Europeu”.
NARCISO MAIS POUPADO
Narciso Miranda e Manuel Seabra acabaram por receber o mesmo castigo do PS. Estão ambos impedidos de se candidatar à Câmara de Matosinhos nas próximas eleições autárquicas. No entanto, o relatório da comissão de inquérito é muito mais suave para Narciso do que para o seu rival.
Nos argumentos, que justificam este impedimento a Manuel Seabra, refere-se que se trata da “defesa da dignidade e credibilidade do PS” e de “respeito devido a quantos continuam a defender a actividade política como expressão de nobreza e de dedicação ao serviço público”.
Já a Narciso Miranda, a comissão de inquérito apela para que este “aceite compreender o significado profundo e infeliz dos acontecimentos da lota de Matosinhos” e que “compreenda e aceite as conclusões” do relatório.
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