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Comerciantes queixam-se de restrições impostas por causa da 'Street Stage'.
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A Associação Nacional de Lotarias acusou esta quinta-feira a Câmara do Porto de "prepotência" para com os comerciantes que, diz, estão a ser "prejudicados" com a passagem na cidade da prova do Rali de Portugal, o que a autarquia nega.
Em comunicado de imprensa divulgado esta quinta-feira, a Associação Nacional de Lotarias e Outros Jogos de Aposta (ANELOJA) "lamenta" que a Câmara do Porto tenha procedido de uma "forma prepotente" por se ter limitado a informar os comerciantes dos constrangimentos do trânsito que o Rali de Portugal ia provocar com uma "simples carta" e "sem haver qualquer tipo de diálogo".
A associação manifesta no mesmo comunicado de imprensa a sua "perplexidade pelos constrangimentos impostos pela Câmara Municipal do Porto", em certas artérias do centro da cidade do Porto, em virtude da realização sexta-feira da Street Stage, classificativa do Rali de Portugal 2018.
A Associação Nacional de Lotarias diz ter recebido da parte de "diversas empresas suas associadas", com estabelecimentos nas áreas circundantes à Avenida dos Aliados e à Rua Sá da Bandeira, "inúmeras queixas, em virtude do facto de esta quinta-feira, já estarem a sentir diversas perturbações, quer no tráfego pedonal, quer no tráfego viário".
Contactada pela Lusa, a Câmara do Porto assegura que anunciou a realização da Street Stage do Rali de Portugal no Porto "há quatro meses" e esclarece que a "informação" foi "dirigida e específica a todos os comerciantes condicionados pela prova" e que "tem atendido as reclamações que lhe têm chegado e feito um esforço para permitir, dentro das condições de segurança que se impõe, a circulação e acessibilidades necessárias".
"A realização da Street Stage do Rali de Portugal no Porto acontece em condições em tudo idênticas às de 2016. (...) as questões relacionadas com segurança não são negociáveis nem permitem a flexibilidade de circulação e acessos que alguns comerciantes (uma minoria) parecem pretender", acrescenta a Câmara do Porto, reconhecendo que recebeu o "desagrado de alguns, muito poucos, comerciantes" e que "a generalidade percebe a importância da realização de eventos desta natureza que representam uma mais valia económica avaliada em muitos milhões de euros direta e indiretamente"
Segundo o presidente da ANELOJA, Vasco de Mello, a sexta-feira à tarde é o "dia com maiores receitas para os seus associados, em virtude de ser o dia em que é sorteado o Euromilhões".
"O Rali de Portugal vai obrigar ao encerramento, quer ao tráfego viário, quer ao tráfego pedonal, das 14:30 às 22:00, de artérias como a Rua Sá da Bandeira e outras, impossibilitando, a circulação dos trabalhadores destes estabelecimentos, durante esse período", refere Vasco de Mello.
Para a autarquia, os benefícios da dinâmica comercial e económica na cidade do Porto "sobrepõem-se em muito ao eventual prejuízo pontual que as imposições de segurança possam provocar um dia de dois em dois anos".
O Rali de Portugal, 6.ª prova do Mundial da especialidade, vai juntar 89 competidores, numa edição na qual o francês Sebastien Ogier procura alcançar o recorde de seis triunfos.
Na sexta-feira, o destaque vai para o Alto Minho, com dupla passagem pelos troços de Viana do Castelo, Caminha e Ponte de Lima, todos sem alterações face ao traçado de 2017.
No sábado, os pilotos começam a competição em Vieira do Minho, seguindo para Cabeceiras de Basto, na Serra da Cabreira, e Amarante, para a mais longa especial, de 37,6 quilómetros.
O último dia, a disputar no domingo, decorrerá todo no concelho de Fafe, palco de todos os troços: além da tradicional dupla passagem pela classificativa de Fafe-Lameirinha, a última das quais disputada sob o regime de 'Power Stage', os troços de Montim, este ano com duas passagens, e Luílhas voltam a fazer parte integrante do programa.
A ocupação hoteleira está a 83% nos hotéis dos 13 concelhos do Norte do país que recebem o Rali de Portugal, anunciou esta semana a Turismo do Porto e Norte de Portugal.
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