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Correio da Manhã

Política
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Assunção Esteves dedicou eleição às mulheres "oprimidas"

A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, dedicou esta segunda-feira a sua eleição, a primeira de uma mulher no cargo, a "todas as mulheres", sobretudo às "oprimidas", prometendo dedicar cada dia à "redenção histórica da sua circunstância".
21 de Junho de 2011 às 18:31
A presidente da Assembleia considerou que "chegou o tempo da perda do monopólio político do Estado"
A presidente da Assembleia considerou que 'chegou o tempo da perda do monopólio político do Estado' FOTO: Lusa

"Dedico este meu momento de alegria a todas as mulheres, às mulheres políticas que trazem para o espaço público o valor da entrega e a matriz do amor, mas sobretudo às mulheres anónimas e oprimidas", afirmou Assunção Esteves.

A primeira mulher eleita presidente do Parlamento comprometeu-se a fazer "de cada dia um esforço para a redenção histórica" da "circunstância" dessas mulheres.

Assunção Esteves disse assumir o cargo com "sentido de missão" e "alegria cristã" e citou D. Quixote, de Cervantes, para explicar que tentará dignificar a presidência do Parlamento.

"Os lugares verdadeiramente são definidos pelas pessoas e não as pessoas pelos lugares. Eu não venho aqui conformar nenhum lugar, mas espero pelo menos com o meu comportamento não lhe retirar nunca prestígio e tentar dignificá-lo com sentido de missão", afirmou.

A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, lembrou os cidadãos que "esperam para se reconciliar com a política" e defendeu que é exigido aos deputados a "reinvenção da democracia".

"Somos nós o cais da esperança que num domingo de Junho saiu de casa
para nos escolher e da esperança que não saiu, que é dos cidadãos que lá bem no fundo esperam para se reconciliar com a política", afirmou Assunção Esteves.

"São tantos os projectos, as expectativas, as inquietações que connosco se sentam e que exigem de nós que cultivemos com os domínios da vida das pessoas concretas formas de comunicação contínua muito para além do tempo das eleições e do espaço dos partidos. Verdadeiramente o que se nos exige é a reinvenção da democracia", afirmou Assunção Esteves.

A presidente da Assembleia considerou igualmente que "chegou o tempo
da perda do monopólio político do Estado".

"O Parlamento deverá legislar, fiscalizar, representar, mas também,
pela mão de cada um dos seus deputados fazer a sociedade ela mesma
gerar o político", considerou.

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