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Correio da Manhã

Política
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Aumento extraordinário de pensões chega mais cedo

Pagamento previsto para agosto. Costa admite agora antecipar.
Salomé Pinto 18 de Outubro de 2020 às 09:34
António Costa
António Costa FOTO: Reuters
O primeiro-ministro, António Costa, admite antecipar o pagamento previsto para agosto de 2021 do aumento extraordinário de 10 euros para as pensões até 658 euros e de 6 euros para as que foram atualizadas entre 2011 e 2015. Num encontro digital promovido este sábado pelo PS, Costa afirmou que “o Orçamento prevê um aumento extraordinário das pensões a partir de agosto estando em negociação se é nessa ou noutra data”.

A abertura do chefe do Governo surge em resposta a uma reivindicação do PCP. Ao CM, o líder parlamentar comunista, João Oliveira revelou que “o PCP tem-se batido para que o aumento chegue já em janeiro”.

Sem revelar até onde está disposto a ir para acolher as exigências de BE e PCP, o líder do PS garantiu que “o OE já traduz muito do trabalho desenvolvido na negociação com os partidos à esquerda”, considerando “normal que desejem melhorias” e que, por isso, “a negociação prosseguirá até à votação final global”. Costa adiantou que “estão marcadas reuniões com BE, PCP e PAN para a próxima terça-feira”. No dia seguinte, é a vez do PEV. Encontros decisivos para sossegar Costa: “Não estou tranquilo [com a aprovação] porque vejo um grau de indefinição que não é saudável, mas sinto-me de consciência tranquila”. E condenou a postura do BE: “Não percebo como é que um partido à esquerda recusa na generalidade este OE”. “Este OE só chumba se BE e PCP somarem os seus votos à direita”, avisou.

Em cima da mesa poderá estar um Orçamento retificativo. “No quadro de incerteza, ninguém pode excluir essa hipótese para podermos aumentar o nível de despesa”, disse Costa.

Viabilização está do lado do Governo
A líder do BE, Catarina Martins, avisou este sábado que a viabilização do OE na generalidade está do lado do Governo, registando a marcação de reuniões para terça-feira após declarações "destemperadas" do PS, numa referência ao facto de ter sido acusada de mentirosa. "O que precisamos não é de anúncios", atirou, sublinhando que "o Governo conhece as prioridades do BE que são conter a vaga de despedimentos, apoiar as vítimas da crise, ter um SNS que responda e transparência no uso dos dinheiros públicos. Isto é absoluta sensatez".
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