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Correio da Manhã

Política

AUMENTOS NO PÃO INVESTIGADOS

A partir de amanhã os serviços da Autoridade da Concorrência começarão a investigar o aumento anunciado de 35 por cento no preço do pão. Para o ministro da Economia, Carlos Tavares, as informações do mercado sugerem a possibilidade de prática de preços concertados por parte dos operadores, o que constitui uma ilegalidade.
4 de Janeiro de 2004 às 00:00
Carlos Tavares quer saber se existe concertação de preços
Carlos Tavares quer saber se existe concertação de preços FOTO: João Relvas/Lusa
Os industriais de panificação têm afirmado que o aumento exorbitado do preço do pão se deve à escassez e subida considerável do preço da farinha. Mas o Ministério da Economia considera os actuais preços "gravosos" para a bolsa dos consumidores, razão pela qual pediu a intervenção da instituição tutelada por Abel Mateus.
Mais. Face a um produto que não tem preço tabelado, o Governo não compreende como vários produtos panificados que não recorrem às mesmas farinhas - as que supostamente aumentaram 35 por cento - possam registar aumentos de preços uniformes.
A Associação dos Industriais de Panificação prevê que nas mais de cinco mil padarias existentes em Portugal sejam cozidas uma média de 30 milhões de carcaças, o que se traduz num consumo per capita diário de três carcaças.
De acordo com um trabalho recente do CM, os preços do pão registam variações geográficas acentuadas. Lisboa, para não variar, tem o pão mais caro do país. O sector da panificação representa qualquer coisa como 1080 milhões de euros por ano.
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